Tu estavas em meu ventre, aquele que eu acariciava a cada dia e ansiava para que logo estivesse liberto de ti, porque só assim eu poderia tocar-lhe diretamente e acalentar-lhe nas noites que estariam por vir.
Eu sempre esperei pelo momento que estaríamos na cama do hospital e eu poderia pegá-lo em meus braços cansados do esforço para que nascesse. Já teria lhe dado um nome e não me importaria com quem mais estivesse em volta de nós. Eu iria abraçar-te e amar-te como já o amava quando estava dentro de mim, e como seria para o resto da vida, faria parte de mim.
Talvez eu é que tenha me precipitado em amá-lo e agora sinto o remorso por não ser capaz de te conter em mim. Fiz-te sofrer, um tanto que não sofrerias durante a vida toda, quando foi despedaçado.
De nada valeram os alentos e carinhos meus. De nada adianta agora eu me culpar, mas assim será para o resto de minha vida, até que possa te encontrar e proferir as palavras que meu coração te disse, usando meu sangue para te alimentar.
Tanto alimento jogando fora, enquanto tu poderia estar aqui, agora, ao meu lado e eu estaria ocupada em agradar-te, não teria tempo nem porquê te direcionar tais palavras.
Meu peito agora sofre, meus seios estavam prontos para receber-te e eu iria posicionar-te em meu colo, e só mais uma parte de mim seria capaz de te saciar.
Agora não tens mais apetite, não podes mais abrir teus olhos cheios de angústia e medo de mim.
Logo de mim, aquela que talvez um dia, tu virias a chamar de mãe. Só que eu não o pude conter em meu berço natural e o expeli, antes que pudesse se formar totalmente.
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Desculpem a ausência mais uma vez... tenho entrado e comentado quando dá.
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2.3.10
22.2.10
Um pouco de realidade
Finalmente venho eu colocar um pouco de realismo neste recinto.
Há alguns dias eu estava sentada atras de uma garotinha na igreja e ela, muitos sorrisos depois, por minha parte, resolveu conversar um pouco comigo:
- Posso te contar um segredo?
- Pode!
- Mais tarde eu vou comer chocolate! - susurrando no meu ouvido.
- Hum!! Que delícia, heim?!
Ela se virou para frente e continuou saracuteando, para o desespero da mãe.
Foi então que me veio um pensamento. "Crianças são tão puras!"
Uma doce inocência que nós vamos perdento com o passar dos anos e vamos nos poluindo com conhecimento negativo.
Lembro-me que tinha minhas desavenças com a melhor amiga, mas no dia seguinte sempre falava com ela, como se nada houvesse acontecido. Provavelmente também contava segredos assim, aos quatro ventos. E ainda hoje não tenho segredos... Nem para amigos, nem para os colegas, nem para meus pais.
As coisas se tornam mais fáceis quando não precisamos ocultar algo que pulsa dentro de nós.
E sendo assim infantilmente inocente, eu imagino que nós seríamos muito mais humanos.
--
Finalmente um pouco de verdade verdadeira nesse blog!!
Há alguns dias eu estava sentada atras de uma garotinha na igreja e ela, muitos sorrisos depois, por minha parte, resolveu conversar um pouco comigo:
- Posso te contar um segredo?
- Pode!
- Mais tarde eu vou comer chocolate! - susurrando no meu ouvido.
- Hum!! Que delícia, heim?!
Ela se virou para frente e continuou saracuteando, para o desespero da mãe.
Foi então que me veio um pensamento. "Crianças são tão puras!"
Uma doce inocência que nós vamos perdento com o passar dos anos e vamos nos poluindo com conhecimento negativo.
Lembro-me que tinha minhas desavenças com a melhor amiga, mas no dia seguinte sempre falava com ela, como se nada houvesse acontecido. Provavelmente também contava segredos assim, aos quatro ventos. E ainda hoje não tenho segredos... Nem para amigos, nem para os colegas, nem para meus pais.
As coisas se tornam mais fáceis quando não precisamos ocultar algo que pulsa dentro de nós.
E sendo assim infantilmente inocente, eu imagino que nós seríamos muito mais humanos.
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Finalmente um pouco de verdade verdadeira nesse blog!!
17.2.10
Outono da Saudade
Rua abaixo descíamos com o vento chicoteando os nossos rostos com nossos cabelos, e espremíamos os olhos para não entrar ciscos. Com sorrisos largos esbanjávamos gargalhadas e os carros passavam ao nosso lado observando o prazer que sentíamos em dividir uma bicicleta.
Parecia um pouco incomum a garota pedalando e o menino apoiado sobre a roda traseira e suas mãos sobre os ombros dela. Enquanto escorregávamos a pressão dos seus dedos aumentavam, e a adrenalina corria solta por nossas veias, em uma louca aventura juvenil!
Naquela cena invertida não nos preocupávamos com freio, viaduto, automóveis ou pedestres. Só pedalávamos à toda velocidade, com uma trilha sonora de rock soando em nossos ouvidos.
Quando alcançamos o fim do viaduto, olhamo-nos nos olhos, com aquela facilidade infantil em ser sincero, e rimos sem saber por quê.
Alguns conhecidos talvez estivessem passando por ali naquele fim de tarde alaranjado de outono quando, segurando cada um de um lado do guidão, subimos a ladeira caminhando lentamente. Lá em cima, as mães esperavam preparando a janta, o banho, as roupas e mais tarde a cama.
Crianças pré-adolescentes, jovens bebês. E hoje somos dois adolescentes ocupados cada um com seu curso de desenho, escola em período integral, curso de línguas aos sábados, encontro com os avós nem tão dispostos assim...
Só que o importante é estar aqui. Não nesse quadrado onde escrevo esse texto, no meu coração, ou mais do que isso, nos nossos cérebros.
E éramos duas crianças de doze anos, ouvindo músicas coloridas, comendo balas dançantes e dançando doces melodias. Em um bailado de bike, video game, pc, iPhones e iPod's.
Derreteu-se nosso tempo, nossa amizade desandou, as ideias criativas saíram da fôrma.
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Ciao! Como estão?
Gente, estou muito feliz com o crescimento do blog que ultimamente tem ganhado bons seguidores!
Peço-lhes que não se limitem só a elogiar e tal. Dê uns toques bacanas, em coisas que eu possa melhorar, porque vocês merecem bons textos!
Obrigada pelas visitas e aos mais antigos aqui, dêem uma olhada nos blogs dos novos seguidores e vice-versa!
Beijo grande!
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