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16.3.13

Paixão social


Às vezes, sinto assim, dentro de mim, um comichãozinho, uma curiosidade que vem não sei d'onde. Sinto vontade de saber o que e como as pessoas pensam e sentem. E em alguns casos tenho a necessidade de entender o porquê.
É uma sensação um pouco esquisita, confesso. Mas não desconfortável.

Hoje, o que quis saber é o que as gentes pensam (especialmente as mulheres), realmente, sobre relacionamentos. Sobre paixões e amores. Mas não quero saber o que elas imaginam ter certeza sobre o assunto. Me interessa o que está no subconsciente. Pode ser apenas uma impressão enganada, mas estou pensando que andam pouco preocupadas em estar com alguém porque realmente gostam. Parecem preocupadas apenas em ter. Há no ambiente uma coisa assim de "você precisa estar com alguém" que não me cabe na cabeça.
É socialmente confortável? É agradável ter uma pessoa à sua espera quando precisa compartilhar a promoção do trabalho ou a depressão do exame na universidade? É bacana mostrar pra galera que não está sozinha? Legal desfilar sua aliança prateada pelos bares da avenida principal dos jovens animados?
E quando não estão nessa fase de arco-íris e coraçõezinhos, ficam desgostosas, murchinhas, molenguinhas, reclamonas, consumistas, gulosas, revoltadas, poetas, cantoras, melancólicas, tadinhas...
Talvez não seja apenas uma tendência atual, e sim uma observação que só agora sou capaz de fazer. Mas, até onde procuram parceria pra si só? Onde começa a busca por um manequim a ser exposto nas vitrines da vida?

Em azul, como os telejornais, que procuram afastamento do tema discutido, questiono o que elas pensam. Se bem que não há necessidade. Sempre estive um tanto distante disso, causando até certo estranhamento. Mas gosto. Fica mais fácil dar uma de analista.


Playlist pra acompanhar:

14.3.11

Depois de Orgulho e Preconceito



Sinto e nem sei mais o que. As únicas certezas que eu tenho são das lágrimas frias em meu rosto, do cansaço das minhas pernas depois de atravessar os campos para te alcançar e da barra do meu vestido suja de lama.
Sinto ou penso? Está certo quem diz que sentimento é pensamento? Pois se está, isso por uma fração de segundo me alegra, por ter a fina linha de esperança de que posso mudar meus pensamentos.
Penso? Será mesmo que meus neurônios já tão perturbados estão em condições de identificar alguma coisa? Ou eles são mais fortes do que meu corpo que anda já tão abatido? Este meu corpo ressequido sobre os lençois imploram por piedade. E tu, meu Darcy, és orgulhoso em demasia para oferecer a mim um copo de água sequer.
Não posso me imaginar agindo como ti se te visse nas mesmas condições que estou nesse momento. Eu lhe estenderia a mão. E estaria o tempo todo aqui ao seu lado.
Mas parece que nessa nossa história estamos em personagens trocados. Tu és o Darcy, mas eu, não nasci Lizzy. Sou a Srta. Bennet, a doce e tímida Jane que se cala quanto aos seus sentimentos. A jovem que em silêncio sofre e ainda acalenta o próprio silêncio.
Esta é uma história de contrastes, meu querido. O contraste entre sua riqueza e finesse e a minha vida humilde e rústica. Entre a cultura de teus pensamentos nobres e a superficialidade das dores de meu peito. Entre a paz do seu castelo, e a turbulência de minha mente.



Com dores, minha alma.

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Depois de assistir "Orgulho e Preconceito"- Jane Austen e ouvindo a trilha sonora do mesmo filme.

20.2.11

É só uma questão de afeto

Queria tê-la aqui em meus braços, pequena irmã. Mesmo com todo o seu drama, com toda a sua teimosia, com sua capacidade de me fazer pensar.
Seus braços tão distantes dos meus, seus cabelos... Ah, seus cabelos! Como seria bom poder afagá-los agora, sem motivo algum, apenas por afeto. O afeto de irmão que sinto por ti.
A vida nos colocou assim distantes, irmãzinha, parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes.
E talvez seja só por causa dessa distância que tenho vontade de te ter próxima. Estaríamos aqui, sentados juntos na sala, um provocando o outro, atormentando. Mas quando você sentisse sono e colocasse sua cabeça em meu colo, eu faria cafuné até que adormecesse.
Mas eu continuaria aqui acordado. Dormir é para os fracos, irmãzinha... E ainda estaria ao seu lado quando estivesse na hora de levantar, para te acordar com um tapa na orelha.
Afinal, para o que servem os irmãos mais novos se não para incomodar e amar?!

8.9.10

Que fez sorrir

Foi-se embora o sentido, a ideia do esperado enquanto dissolveram-se a palavra e o olhar. Deixou de ser insensível e cruel, percebendo que a força pode ser levada pela brisa, mas que pensamento é rocha firme.
Volte! Espere! Lute!

A ficha caiu-lhe lentamente e insistentemente seguiu sem palavras. Apenas pensamentos.
E quem imaginava isso quando era apenas brincadeira?! Quando era só imaginação?!

(16/06/2010)

E então, existem palavras sufocadas, pela dificuldade de se imaginar, pela conveniência de acreditar, mesmo no que é subjetivo.

(08/09/2010)

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É. Agora peço desculpas pelo post gigantesco da vez anterior. É a mais pura verdade. Tudo. Menos o nome da "Lola"
Estes, são só para dizer que passei por aqui. O segundo, é mais um resumo do que estou pensando em escrever. Aguarde!

19.7.10

True Colors

Eu sabia que eu estava me preocupando demais com você, não é?! Pouco tempo se passou. O meu preenchido de lembranças, em confusões de saudade e costume de pensar em ti. Mas é bom te ver sorrindo assim novamente, querida!
Por certo você já tem agora um alguém menos cheio de complicações, com AMOR para dar e vender. Um amor que eu me recusei a te dar nesse meu mundo de pensar, pensar e ainda assim, errar pensando em acertar.
Mas sou firme. Não acho que eu tenha errado, embora o mundo conspire, muitas vezes, a favor dos sentimentais. Afinal, é tão mais belo e colorido lutar pela felicidade, não é?! Lutar como casais de filmes, livros, novelas... Só que na vida, muitas coisas são em preto e branco, em escala de cinza.
Por um lado sinto-me melhor te vendo assim de braços dados com o pôr-do-Sol. E por outro, confesso, frustro-me ainda mais pela esperança perdida de que você fosse forte. Forte e paciente. Só que esses são realmente dons que nem todo mundo tem. Foi o desapontamento, a continuação dele. Afinal, quem desiste assim tão fácil não combina com mentes sonhadoras.
Então, siga em frente. Apenas, sem nenhum objetivo, sem cobranças a si mesma.

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No final das férias me veio inspiração para escrever alguma coisa como aquelas de antigamente!

24.5.10

I can't anymore

É engraçado ver como eu não consigo mais.
Há algum tempo me disseram como deveria ser incrível se eu escrevesse sobre amor. Só que eu nã consigo mais. Prefiro passar horas escrevendo sobre sociedade - mesmo que depois eu me sinta triste ou culpada - do que falando de paixões. Por mais palavras que me ocorram, sempre serão insuficientes.
Talvez isso me faça nunca me contentar com coisas "fofas", nem minhas próprias palavras me satisfazem - mesmo as mais profundas.
E antes que conseguia. Eram sempre os meus textos que eu considerava inúteis, melancólicos e repetitivos.
Os que eu cheguei a imaginar alguém revirando-se no colchão ao som de Avril Lavigne para ler com mais atenção o livro espesso.
Agora, o mais próximo disso que eu faço é, como já disse para alguém, simular sentimentos artificialmente. Se bem... que antes era isso também.
Talvez se tratasse de uma imaginada paixonite adolescente, e a partir do momento que eu percebi o quão impossível é gostar de um ser inexistente ou desconhecido, passei a não sentir mais vontade de escrever sobre paixão. - Ou foi quando passei a não acreditar na existência desse tipo de "amor"? -.

Finalmente consigo ser objetiva com meus pensamentos.


Escrevi há uns três ou quatro meses. Adaptações de 11.05.10.

2.5.10

I think, only about me

Eu sei que tenho culpa... Mas também... Ele ficaram zumbindo no meu ouvido que amor tem que ser uma coisa perfeita, enfeitada com flores aromáticas e sem guerras e contendas. Me contaram que ele resiste a chuvas e tempestades, mas não disseram o quão frágil ele poderia ser.
Passei a não acreditar mais nele quando os poetas me disseram que o amor era sonho, utopia e sorrisos mil. Eu já tinha parado de sonhar para simplesmente pensar. Deixei de sentir e me contento agora em apenas raciocinar, utilizar-me deste privilégio humano e ser racional, por vezes até em demasia.
Não quero que penses que eu escolhi criar essa proteção de cristal, que preferi me prender com parafusos que vão espanar se você tentar abrir. Mas saibas que a minha inflexibilidade tende a durar toda a finitude da minha existência. Tão curta existência, eu sei. Curta demais para eu querer brigar por escolhas!
Talvez o tempo, melhor amigo dos cheios de dúvidas, traga-me em algum futuro remoto as respostas de todas as explicações que anseio, as definições que nunca encontrei.
Não posso compreender-te, nem imaginar o que pensas... Só procurar por um momento, nessa ferrovia, onde encontrarei o trem da salvação, que me vai me salvar das minhas angústias.
Eles criaram essa teoria da conspiração e invadiram minha vida medíocre com essas palavras fofas e redondas. E eu, drasticamente as enquadrei numa cela
Pode parecer estranho me ver assim tão introspectiva. Saiba também que o que me consome, boa parte do dia e também das noites de insônia, são essas introspecções. Talvez, algum dia alguém as encontre num papel amarelecido pelo tempo e tire conclusões equivocadas sobre o que um dia fui eu.


2.3.10

Aquela que esperava por ti

Tu estavas em meu ventre, aquele que eu acariciava a cada dia e ansiava para que logo estivesse liberto de ti, porque só assim eu poderia tocar-lhe diretamente e acalentar-lhe nas noites que estariam por vir.
Eu sempre esperei pelo momento que estaríamos na cama do hospital e eu poderia pegá-lo em meus braços cansados do esforço para que nascesse. Já teria lhe dado um nome e não me importaria com quem mais estivesse em volta de nós. Eu iria abraçar-te e amar-te como já o amava quando estava dentro de mim, e como seria para o resto da vida, faria parte de mim.
Talvez eu é que tenha me precipitado em amá-lo e agora sinto o remorso por não ser capaz de te conter em mim. Fiz-te sofrer, um tanto que não sofrerias durante a vida toda, quando foi despedaçado.
De nada valeram os alentos e carinhos meus. De nada adianta agora eu me culpar, mas assim será para o resto de minha vida, até que possa te encontrar e proferir as palavras que meu coração te disse, usando meu sangue para te alimentar.
Tanto alimento jogando fora, enquanto tu poderia estar aqui, agora, ao meu lado e eu estaria ocupada em agradar-te, não teria tempo nem porquê te direcionar tais palavras.
Meu peito agora sofre, meus seios estavam prontos para receber-te e eu iria posicionar-te em meu colo, e só mais uma parte de mim seria capaz de te saciar.
Agora não tens mais apetite, não podes mais abrir teus olhos cheios de angústia e medo de mim.
Logo de mim, aquela que talvez um dia, tu virias a chamar de mãe. Só que eu não o pude conter em meu berço natural e o expeli, antes que pudesse se formar totalmente.



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Desculpem a ausência mais uma vez... tenho entrado e comentado quando dá.

10.2.10

Racionais e imorais

Já observou como as borboletas voam: Já quis deitar sobre a relva para contar estrelas ou descobrir o formato das nuvens? Pensou na vida antes de dormir? Ouviu as maritacas no fio de eletrecidade e pensou em ser passarinho?
Podemos ser assim ou assado, calmos ou afobados, fortes ou raquíticos, bons leitores ou bons escritores.
Corremos em meio a outros tantos como nós, e desconhecidos por nós. Trabalhamos e estudamos em meio a bilhões de pessoas, em um mesmo mundo de 510 milhões de km². Estamos na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Tentamos chegar à outros planetas, alcançamos a Lua, queremos saber de onde viemos, para onde vamos e quem somos. Inventamos a Internet, o computador, o carro movido a álcool, gasolina, energia elétrica... Compomos sonatas, rock's e funk's.
Somos uma única raça em um só planeta. Com uma única certeza: um dia, todos morreremos.
Temos olhos puxados, cabelos loiros ou pretos chapados, olhos verdes, pele negra, bumbum avantajado, comemos sururu, Mc Donald's, sushi, linguiça, Habib's, pizza, sorvete e mortadela de búfala. Amamos, rimos, choramos, sentimos, pensamos, sofremos, aprendemos e vivemos.
Dominamos as demais espécies e crescemos. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, juntos.
Mas matamos, estupramos, roubamos, brigamos, atropelamos, batemos e prejudicamos.
E tudo, sem parar para pensar que somos só humanos. Porque no final das contas, somos um átomo na baleia azul e um planeta no Universo.


Versão de 28/01/10

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Desculpem-me se mesmo com as postagens atualizadas eu não estou visitando o blog de vocês... Estou deixando posts progamados, então eu posto sem vir aqui!
Quando tiver mais um tempinho... Dá-lhe comentários!

4.2.10

Qual quer? - Paixão genérica

Perdidos em uma caixa qualquer, em um armário qualquer, num cômodo qualquer, escritos com uma caneta qualquer, num dia qualquer, estão meus textos mais absurdos. De promessas inusitadas e improváveis.
Sobre um amor qualquer, por um garoto qualquer, d'um lugar qualquer. De uma manhã que se quer... Esquecer.
Uma garota qualquer, de uma cidade qualquer, numa cama qualquer, numa posição qualquer, escrevendo para um alguém qualquer.
Seja o alguém quem for. Escrevo. E lá fora relampeja, enquanto eu choro sobre a mesa.
Quando numa noite qualquer, andando em uma rua qualquer, usando uma roupa qualquer, sigo em um caminho qualquer.
Bato à porta do qualquer, olho nos olhos do qualquer e ele leva um susto qualquer, porque o abraço... Não é um abraço qualquer!
Mais uma história qualquer, depois de um sonho qualquer, pego em um papel qualquer e inspirada por um fato qualquer, jogo as palavras... Em um lugar qualquer!


Versão final escrita em: 28/01/10

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Não é poema, mas dá pra cantar. Tente! De verdade. Pode ser com uma melodia qualquer!

27.1.10

The fear lonely


Escorre sono dos meus olhos mas eu não temo o perigo, mesmo que esse perigo me perfure o peito e faça-o despedaçar como barro secando ao Sol.

Você continua na minha lista dos favoritos. Aquela repleta de pessoas que eu não converso muito. Continuo e até imaginando que eu talvez não esteja em lista nenhuma. Como aquela que não cheira nem fede, não é assim que diz a sabedoria popular?
Estou numa banda com pratos estridentes batendo em minhas orelhas e meu coração bate firme como um tambor. O instrumento dos mais comuns numa banda marcial e o responsável por marcar.
Meu medo está para trás, pisoteado pelas bailarinas que vão á frente.
Como num passe de mágica você surge ao meu lado, reluzente de olhar confiante. Pega-me pela mão que solta as baquetas. Seguimos em linha reta, em direção ao pôr-do-sol mais belo que já tive o prazer de presenciar. Se eu estivesse pensando, naquele momento, ia imaginar que até o ridículo se faz belo quando temos com quem apreciar!
Borboletas rodeiam-nos. O penhasco não me assusta. Quando me aproximo de você... Sua imagem se dissolve feito açúcar na água. Mais uma miragem em meio aos meus longos devaneios.

Sonhos meus, distantes que estão, derramando sobre a mesa gotas espessas. E eu queria apenas, alguém que percebesse que eu tenho sorrisos diferentes em cada situação.

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Queridos seguidores, há quanto tempo não escrevia aqui?! Hehehe! Se for ver, nem tanto assim, mas o suficiente para me dar saudades desse lugar, que não existe e que ao mesmo tempo pode estar em qualquer lugar do mundo.

Foto: Inês Palma "Trata-se do Pôr-do-Sol no Pólo Norte em que a Lua está no seu ponto mais próximo da Terra" retirada de Giographicae

13.1.10

Cadência magia

Mais uma vez ao ritmo do coração, e aqui estamos nós. O salão é nosso e o público desaparece. Apenas nossos corpos se movimentando de lá pra cá e nossos olhares perfurando um o do outro.
Os solados escorregam levemente pelo chão de madeira encerada enquanto você abotoa meu tronco em seus braços tensos. Lá fora cai a neve, enquanto aqui não precisamos de uma fogueira nem de algo parecido!
A cadência dos nossos corações nos aquece a face e faz enrubecer a pele maciça de suas pernas ágeis.
Cadeiras afastadas, luzes sobre os bailarinos, músicos a postos e instrumentos sendo explorados.
Os fios de cabelo misturam-se ao suor da testa lisa. E dentro deste cérebro nada mais se passa. Concentramo-nos apenas nos movimentos que nos fazem voar baixo pela pista.
Impossível descrever com precisão o que se passa em nossas veias enquanto elas são lavadas pelos membros de um lado ao outro, recheadas de adrenalina recém produzida.
A incapacidade ao escrever mas não em sentir intensamente o quadril se remexendo de lá para cá. Para frente e para trás. Ruflam os tambores e a dança continua.
A platéia, antes boquiaberta toma a pista e juntos levamo-nos ao delírio com tantos sons, movimentos e olhares numa única noite.
Depois de uma tarde de ensaios numa cidade argentina, iluminada por tochas...


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Devo comunicar que quando se trata de escrever sobre coisas intensas demais, prefiro as frases curtas, enquanto descrevo as coisas e partes, às vezes pulando algumas.


Espero que gostem e deixem seus valiosos comentários!

4.1.10

Mas... (Parte III)


 - Mari, a Julinha te ligou e disse que faltou hoje porque os pais foram viajar e ela passou mal.
 - Humpf! E de que adianta? Ligar agora... Eu tive que apresentar aquela droga de trabalho sozinha. Sabia que fui eu quem fez ele inteiro também?! Se ela ligar de novo diga que eu não estou, por favor.
Sempre o mesmo ritual. Largar a mochila em qualquer canto do quarto – que dessa vez deve ter sido limpo pela Dora, a assistente da mamãe -, colocar um som do Queen, e me jogar debaixo de um chuveiro com a água muito gelada.
Enquanto me deliciava com mais uma das coisas simples que me dão prazer o telefone tocou e eu sai correndo com a toalha pendurada no ombro, pingando água e no ritmo do rock que tocava. Atravessei o quarto correndo me apoiando nos móveis.
Escorreguei e caí enquanto puxava o telefone do gancho.
A voz masculina do outro lado fez disparar meu coração! Não, não. O leitor pode achar que era meu namorado. Mas não. Até porque não tinha um. Na minha opinião ainda era muito cedo pra isso. Tratava-se do senhor meu pai, que eu não via há um mês, enrolada que estava com as ocupações que minha mãe propositalmente me impunha!
 - Alô! Pai! Mãe, deixa que eu falo com ele... Por favor.
 - Vê se não demora senão vai alagar o quarto.
 - Mãe!
 - Alô! Marina?!
 - Oras pai, que outra filha você tem?
 - Ha! Ha! Ha! Sempre de bom humor!
 - Você acha? Que bom... Bem, vou ser breve porque você deve estar muito ocupado, como sempre, aí na redação! É que eu não sei se a mamãe te mandou o convite. Pr’aquele meu aniversário sabe?
 - Sei, você sempre reclama dele... E sim. Sua mãe me mandou o convite.
 - Ia te pedir pra não ir...
 - Hã?! Mas tua mãe vai me colocar na cruz por isso, sabia!
 - Não. Se ela colocar vai fazer isso com nós dois, ok?!
 - Ok! Combinado então. Te busco no dia?

 - Sim. Às três!




Não conferiu as partes anteriores?


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Bem, espero que continuem gostando e deixando seus comentários por aqui!
Ainda não disse, e como dessa vez não tenho muito o que falar... As fotos que ilustram o conto "Mas..." foram tiradas por mim mesma, aqui em casa. Contam com uma edição no Word! Hahahah! Já que eu não tenho muita paciência e nem programas de Photoshop!


Um abraço e bom começo de ano!

31.12.09

Once upon a time 2009

Interrompemos essa série de postagens em sequência para desejar a todos os seguidores ou possíveis visitantes do "Fofocando Pensamentos" um feliz ano novo e próspero 2010, repleto de saúde, paz, harmonia, felicidades, família e aprendizado.

Esse blog passou em branco seu aniversário, no meu próprio aniversário, no Natal que eu não comemoro, na Páscoa que eu também não comemoro, morte de Michael Jackson e Lombardi, estréias de filmes e tudo mais, mas eu não deixaria passar o reveillon!
Desejo tudo isso aí de cima com sinceridade, para todos os peregrinos que aqui passarem...

Nunca fiz muitos planos para essas épocas de passagem de ano, nem sou de muitas retrospectivas. O que passou, passou e o que está por vir acontecerá segundo o próprio curso da vida, sem necessidade de muitos planejamentos e intervensões minhas!


 Quanto as mudancas do blog, espero deixar o template um bom tempo com o mesmo, até porque, em 2010 estarei com o tempo um tanto reduzido para me aplicar a isso.


Feliz Ano Novo! 2010 vem aí!

14.12.09

Tomando os pensamentos

A cada passo que dou sinto-me mais longe de ti, andando na direção contrária do que dizem os meus sonhos.
Não posso evitar meus devaneios infelizes que me culpam pelo não feito, por coisas que eu sabia que devia ter feito. Nem preciso parar para pensar, porque já parei somente para aproveitar meu tempo pensando.
Me neguei a dizer, não por orgulho, mas por incapacidade de ser fiel a mim mesmo, mas agora não posso negar o que me passa pela mente. É o peso de uma consciência, do acúmulo de peças de quebra-cabeça mal encaixadas.
Me falta o ar, mas não a covardia. Falta o chão, mas não a vontade. Me falta forças, mas não a culpa.
São castigos merecidos as abstinências que agora sofro. Não tenho braços quentes que me abriguem, não existem colos a minha espera, nem ombros para servirem-me de apoio. Não posso contar com a mesa de um bar porque ainda sou um menor de idade. Meus membros amolecem vagarosamente e meus olhos pesam profundamente. As lágrimas passeiam pela casa das toneladas... Parecem tijolos quebrados que tiram sangue dos meus olhos.
Afogo-me em lembranças que não aconteceram e em projeções mal coloridas, nas minhas andanças pela casa, à procura de distração, mas tudo me remete a ti.
Desculpe por eu ser estúpido dessa forma. Me condene que eu entenderei, por toda a vida vou me lembrar desse episódio de paixão adolescente.

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E dessa vez, depois da descoberta de que não se gosta de alguém, tomo aqui as dores (ou melhor dizendo, os pensamentos) de alguma pessoa muito minha amiga, que já me inspirou em outros post's e agora me faz sentir-me muito mal. Mas eu sei que isso vai passar pra ele(a) e eu também ficarei bem.

Ps.: Inspiração com: Pensa em mim - by Darvin. [na playlist], que aliás, eu devo ter escutado umas dez vezes para escrever isso. ^

10.12.09

A caminho do nada

Quando a luz da alvorada alcançou meus olhos, eu já estava bem longe daí, baby! Quando o pôr-do-sol chegou, a estrada já tinha me tragado completamente e não tive mais tempo de olhar para trás e observar você ladeado pelas suas lágrimas.
Não há um porquê concretizado, mas eu posso lhe dizer agora que é melhor descobrir que não estamos apaixonados do que o contrário. Sem sofrimentos a si mesmo, menos e menores preocupações, mais sonhos coloridos e menos pesadelos.
E ninguém melhor do que meu piano para te dizer isso. Mas não espere ouvir das teclas um "Por favor me perdoe por dizer isso", só quero lhe agradecer por não me deixar gostar demais de ti. Porque já sonhei demais até o momento.


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Olá!!
Finalmente depois de quase dez dias sem atualizar esse blog e sem comentar nos seguidos resolvi aparecer. Talvez esse minipost esteja meio fraquinho, mas prometo caprichar mais da próxima vez e comentar nos blogs de vocês assim que me der disposição suficiente. Deculpem a ausência,
beijos

12.11.09

Observando o universo

- Somos tão incampazes e desmerecedores, meu bem...
- Você também acha, querida?
- Acho sim querido...
- Está vendo aquela estrela bem grande, ali?
- Sim! É linda... Tem um brilho incomum! Chama tanto a atenção! É meio como você... Só que ela merece estar aqui no "nosso" Universo, não é?!
- É... Talvez você também se pareça com ela. Tem suas próprias vidas, não cumprem nenhum objetivo certo. Não se sabe se quando vão se tornar supernovas ou buracos negros.
- Isso! Mas acho que eu estou me tornando um buraco negro, sabe amor?
- Mesmo? Mas você pode me dizer o porquê?
- Ando muito egoísta. Quero tudo para mim. Criança em fase de "É meu!"
- Não acho querida. Mas você quer mais o que?
- O seus sentimentos reais...
- Está me confundindo...
- Eu te confundo?
- Confesso que com frequência. Raramente consigo entender completamente o que quer dizer. Desculpe.
- Não há do que se desculpar. Eu é que tenho essa mania, lembra-se? Pedir desculpas por tudo e para todos?
- É... Você faz isso!
- Tenho que sair dessa grama úmida e deitar da minha cama, ok?!
- Mas você já vai partir?
- Sim. Desculpe.



-

A partir de agora, comprometo-me a escrever algumas linhas sobre o que, exatamente, eu pensei na hora de escrever o post. Assim vocês me compreendem melhor. Mas dessa vez não tenho nada para apresentar, apenas interpretem como quiser.

26.10.09

Dance

Levante seus braços, baby!Mecha o quadril para cá e para lá. Um pé à frente e outro atrás. Remexa-se. Dançe, pule, cante e sacuda o corpo.
Cada passo de valsa misturado com tango, hip hop, street dance e samba vai te levantar o astral! Não serão apenas as palavras que vão te ajudar. Seja melancólica às vezes, também. Chorar lava a alma.
Ignore os gritos sem sentido e dance. Imite os astros, as estrelas, os pop's. O palco é seu e de ninguém mais. O ser desejado está no camarote, só esperando o espetáculo findar para entrar em cena. Na sua cena.
Só não esqueça, baby, de fechar o chuveiro quando sair do banho!

18.10.09

Adeus, e seja feliz

Quando partimos não eram apenas nossos dedos que estavam, de certa forma, sendo cortados. Nossos corações rapidamente estavam sendo picados miúdos. A cada tentativa de batimento cardíaco, uma facada.
As valsas no terraço, os mergulhos da praia em frente a casa, as histórias do dia-a-dia ao lado da lareira, as taças de vinho na mesa da sala de jantar eram fotos sendo resgadas ao meio.
Não me importaram os protestos em pleno inverno cortante. A neve era fria como as mãos que agora atreviam me tocar. Aqueles seres agourentos eram suaves detalhes que me irritavam.
Minhas cordas vocais teriam que ser de ferro para que eu pudesse gritar bem alto para o mundo escutar:
- Eu te amo e ninguém vai nos separar de verdade!
Mas parece-me que travei naquele instante. Malditos! Se eu fosse de ferro poderia mostrá-lo a força do meu amor interrompido!
Saiba querido, que nenhum homem vai destruir o que nossos anos de protesto pelas ruas de Berlim! Mesmo que estejam protegidos por uma suástica gigante.
Nazistas idiotas!

14.10.09

O amor nosso de cada dia

Quando saio da sala sorrindo mas chego ao quarto chorando é à ele que abraço quando mergulho da cama. Foram à ele minhas confissões mais sinceras. Ele sabe dos meus amores, das paqueras, das vontades simples e dos sonhos grandes.
Meu príncipe encantado, marido, irmão, camarada.
Ele sempre ouve-me em silêncio profundo, estarrecedor. Nem se eu desejasse algum palpite ele não me daria. Suas opiniões sempre combinam com as minhas, somos tão iguais!! E é tão bom ter alguém que amamos sempre assim por perto...
Já encharquei seu peito com meus rios de lágrimas, já o beijei cheia de felicidade incontida. Já o apresentei aos meus amigos imaginários, já o ocultei de toda a família. Nada mais pode nos separar, por mais que um dia possamos envelhecer. Porque o amor não tem idade e o coração de quem ama sente saudade.
Mesmo que eu já tenha o esbofeteado nos meus momentos de fúria, ele nunca relou sequer um dedo em mim para me ferir. Não me faz cafuné, massagens nos pés nem estrala minhas costas. Mas é assim que eu gosto. Ele é meu amor, não meu escravo.

Pra mim ele não tem nome, quando eu era menor talvez chamasse Fofucho, Sapo eu sei lá mais que nomes estranhos tipo "Gertrudino" eu dava os meus... Bichinhos de estimação.
Te amo, meu querido...