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5.12.12

O início do fim


Não, eu não preciso disso. Não agora. Já estou farta dos problemas por hora.
Tudo o que eu desejo é um pouco de apoio e compreensão. Eu sei que o mundo não é perfeito, que não é porque não está tudo mil maravilhas no momento que devem me passar a mão na cabeça. Mas isso agora não. Me recuso a ter que lidar com a irracionalidade de focar em coisas desobjetivas. Me recuso a suportar chantagens quando me esforcei para ser racional e argumentativa. Não quero ver jogada fora a minha retórica, vencida injustamente por falácias de mentes férteis em demasia. Me nego. Mas não me movo. Não por enquanto. Mas eu sei que devo reagir. Sofrivelmente tenho essa necessidade. De mostrar, pelo menos uma vez, que eu luto pelo que quero. Se já ainda não foi suficiente o esforço no decorrer desse ano todo, devo usar minhas últimas fagulhas de ânimo e não me deixar vencer pelo que - ou por quem - é menos racional.

3.11.11

20 para os 18

Incrível como posso ser julgada como fraca. Incrivelmente triste perceber que eu sou capaz de pensar na hipótese ou realmente me afastar de pessoas que gosto para não vê-las idiotizar e me sentir incapaz de fazê-las perceber isso...

Triste perceber que eu sou incapaz de sacrificar meus ideais de bons e sábios amigos visando a continuidade de um relacionamento de amizade. Antes, me afasto ao ver o quão bestas algumas pessoas se tornam, sem dizê-las o que eu penso sobre seu comportamento.

Pior é ver as pessoas que não só bestializam a si mesmas, mas também influenciam colaborando para mais bestializações ao redor de si, e por eu ainda estar fisicamente perto dessas, sinto a bestialização de mais gente próxima a mim. Mais amigos que são tomados por essa espécie de  vírus contagioso que transforma as pessoas e nos afasta delas sem que elas necessariamente sintam nossa ausência.

São pessoas por quem eu sempre costumei nutrir um afeto belo e construtivo. Pessoas que eu, durante anos achei que poderia contar pro resto da vida. Gente como eu. Normal, ou quase isso. Pessoas com valores iguais ou muito parecidos com os meus, conceitos semelhantes. Mas que se deixaram influenciar por comportamentos fúteis, contagiar por pensamentos infantis.

Não que eu ache completamente ruim a ideia de ser para sempre uma criança. Mas acredito que há diferenças entre "não deixar a criança de dentro de nós morrer" e ser imaturo para sempre. Ser maduro não significa necessariamente ser velho.

Enquanto isso, continuo aqui calada. Fraca o suficiente para me sujeitar aos ideais idiotas de quem um dia eu acreditei que fosse igual a mim, mas forte o suficiente para suportar afastamentos.


Mas talvez seja só uma questão de mudança em MIM e não nos outros. Mudanças que nos últimos meses tenho notado o quão expressivas se tornaram. Mudanças trazidas pela idade. Pelo 18º andar que se aproxima. O tal amadurecimento. Mas isso é uma outra história...


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O blog está de volta ao endereço original. =T

2.9.11

Mistura de sentimentos e pensamentos

Enquanto as vozes não se ouvirem mutuamente, as ideias não forem compreendidas totalmente e as diferenças não forem toleradas, não haverá paz.
Para toda evolução, uma revolução. Mas parece difícil uma revolução pacífica. Algo que não gere choros ou embaraços pode demorar ou NUNCA vir a surtir efeito. Sempre foi assim. E talvez sempre seja. Fere-se e se é ferido em toda luta. Seja ela física ou não.
Mas um dos piores ferimentos é aquele causado pelo desprezo de quem deveria compreender. Poucas coisas são piores do que aquelas que mais do que derrubar, tiram a força de se reerguer.
Amigo do desprezo é o achismo. Ele tapa a visão e faz pensar que todos os seres humanos devem ser iguais ou devem agir da mesma forma padrão. Um padrão criado por cada um.
O achismo descaracteriza. Força os "achados" a tomar uma ou outra decisão. Fere, enfraquece e faz estagnar.
E as feridas são líquidas, escorrem fartas. Causadas pelos achismos e intensificadas pelo desprezo.
Quem despreza as lágrimas incita o ódio.

28.6.11

Ainda seremos os mesmos, como nossos pais

Talvez hoje eles dirijam por aí tão preocupados que já não se lembram mais. Estão tão ocupados que não têm tempo para as memórias. Correm tanto para lá e para cá que estão sempre cansados demais para pensar no que viveram. E talvez, mas só talvez, eles tenham esquecido.

O tempo passou para eles. E também vai passar para nós. Irá nos embaralhar os momentos vividos, confundirá os nomes e as datas. E talvez nós também não nos lembremos.

Não nos fará mal lembrar, mas o tempo, o mesmo que passou, vai ser pouco. Vai ser repleto de afazeres e compromissos. Será cruel e nós nos tornaremos “cruéis” junto com ele. Nossa crueldade vai deixar nossos momentos vividos empoeirados em um canto obscuro das nossas mentes.

Já não pensaremos nos “problemas” que nos fizeram evoluir. Nas tempestades em copo d’água que nos trouxeram amadurecimento. E só lembraremos, de vez em quando, do que permanecer.

E talvez, só talvez, realmente esqueceremos muitas coisas. Mas talvez seja mais provável que prefiramos não lembrar.

5.6.11

Um passo atrás

Certa da fraqueza, de algo não exatamente certo.
Duro assumir à quem se dissera capaz, que não conseguiria fazer o planejado. Incomodante perceber sua incapacidade de agir do modo mais "cruel". Quando se quer e sabe o que fazer mas o tremor, o peito acelerado e o frio na ponta dos dedos impedem.
É... Sofia sabia bem do que era ou não capaz. Ou pelo menos achava que sabia.

E assim somos a maioria de nós. Sempre achamos que sabemos. Sempre achamos que pensamos ou planejamos do jeito certo. Até não conseguirmos fazer o que julgamos ter capacidade para.
Aí voltamos atrás e somos obrigados a reconhecer nossa fraqueza. Nosso ponto frágil. Pode ser duro, causar uma sensação de impotência ou para a menoria pode ser indiferente.
Frustrar-se consigo mesmo.
Pode não ser tão ruim quanto a decepção com outra pessoa, mas faz alguns tijolos cairem. Desestabiliza e de certa forma você perde a "fé" em si mesmo. Passa a não confiar tanto no seu taco.

Mas passa. Passa e nem percebemos muito bem o quanto demora. E voltamos a achar que somos capazes de tomar as atitudes julgadas certas mesmo em momentos complicados...

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Me desculpo mais uma vez pela ausência?
Ok. Até eu cansei de mim mesma com essas desculpas.

14.5.11

Pequenas coisas, grandes problemas



A vida lhe era agradável, mesmo com os problemas comuns de uma adolescente, as coisas pareciam ir bem.
Sofia no momento só queria poder voltar às "coisas boas". E queria saber também o porquê, naquele exato momento, tinha que pensar por três. Três pessoas que de alguma forma seriam prejudicadas. Três num modo sintetizado. Três que ela devia pensar primeiro. Duas felizes e uma ferida ou duas feridas e uma completamente ilesa e enganada.
Sentia-se num mundo estranho, passando por uma situação incomum, algo que nunca imaginou que aconteceria com ela. Logo ela, que do alto de sua racionalidade não estava disposta a, mais uma vez, pensar pelos outros.
Sempre procurando não ferir ninguém ou tornar as coisas mais fáceis para os outros. Acabava se ferindo um pouco. Talvez, no final de tudo e de todas as coisas estivesse mais ferida do que todo mundo, mas não era com isso que se importava. Só procurava equilibrar as coisas. Mais com o cérebro do que com o coração.
Agora, ela não conseguia nem podia ignorar totalmente seus sentimentos. Não estava disposta a sofrer uma vez mais por pessoas que, como ela, também não eram perfeitas.
Será que não valia a pena enfrentar um pouco e ensinar a alguém que o mundo não será sempre do jeito que esse alguém deseja? Seria interessante mostrar que pessoas sofrem por coisas que também não fazem, deixar-se ser ignorante pelo menos uma vez. Só que essa não era Sofia. Ela não se deixava levar.

E assim, Sofia sofria.

4.4.11

Quem nunca teve ou terá?!

Às vezes a gente pensa que tudo seria mais fácil e leve se as pessoas não esperassem nada de você, se as expectativas delas fossem sempre baixas em relação a ti, se parecesse tão despreocupado com a vida, que qualquer coisa que fizesse fosse motivo de admiração.

Mas não é assim quando a sua vida inteira você sempre quis fazer do jeito certo, o seu melhor, o que todo mundo sempre achou que era algo nato seu (e por vezes você também)... Ou até mesmo quando a vida toda tudo parecia tão fácil!

Aí então chega um momento onde você deveria se esforçar o máximo porque o obstáculo é grande, onde você deve decidir a sua vida. Mas você não aguenta mais. Não tem mais ânimo para dar o seu melhor, todo o seu esforço.

E todo mundo esquece o quão bom você foi até ali. Só querem saber do quão suficientemente bom você ainda pode ser e quanto ainda pode dar de si para superar o tal obstáculo.

Bate um desespero, misturado com ansiedade, medo, vontade de jogar tudo para o alto... Mas as coisas não são tão simples assim. Porque há um outro lado de você mesmo que tem consciência e concorda com tudo o que eles dizem. Só que esse lado parece tão fraquinho, coitado...

14.3.11

Depois de Orgulho e Preconceito



Sinto e nem sei mais o que. As únicas certezas que eu tenho são das lágrimas frias em meu rosto, do cansaço das minhas pernas depois de atravessar os campos para te alcançar e da barra do meu vestido suja de lama.
Sinto ou penso? Está certo quem diz que sentimento é pensamento? Pois se está, isso por uma fração de segundo me alegra, por ter a fina linha de esperança de que posso mudar meus pensamentos.
Penso? Será mesmo que meus neurônios já tão perturbados estão em condições de identificar alguma coisa? Ou eles são mais fortes do que meu corpo que anda já tão abatido? Este meu corpo ressequido sobre os lençois imploram por piedade. E tu, meu Darcy, és orgulhoso em demasia para oferecer a mim um copo de água sequer.
Não posso me imaginar agindo como ti se te visse nas mesmas condições que estou nesse momento. Eu lhe estenderia a mão. E estaria o tempo todo aqui ao seu lado.
Mas parece que nessa nossa história estamos em personagens trocados. Tu és o Darcy, mas eu, não nasci Lizzy. Sou a Srta. Bennet, a doce e tímida Jane que se cala quanto aos seus sentimentos. A jovem que em silêncio sofre e ainda acalenta o próprio silêncio.
Esta é uma história de contrastes, meu querido. O contraste entre sua riqueza e finesse e a minha vida humilde e rústica. Entre a cultura de teus pensamentos nobres e a superficialidade das dores de meu peito. Entre a paz do seu castelo, e a turbulência de minha mente.



Com dores, minha alma.

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Depois de assistir "Orgulho e Preconceito"- Jane Austen e ouvindo a trilha sonora do mesmo filme.

20.2.11

É só uma questão de afeto

Queria tê-la aqui em meus braços, pequena irmã. Mesmo com todo o seu drama, com toda a sua teimosia, com sua capacidade de me fazer pensar.
Seus braços tão distantes dos meus, seus cabelos... Ah, seus cabelos! Como seria bom poder afagá-los agora, sem motivo algum, apenas por afeto. O afeto de irmão que sinto por ti.
A vida nos colocou assim distantes, irmãzinha, parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes.
E talvez seja só por causa dessa distância que tenho vontade de te ter próxima. Estaríamos aqui, sentados juntos na sala, um provocando o outro, atormentando. Mas quando você sentisse sono e colocasse sua cabeça em meu colo, eu faria cafuné até que adormecesse.
Mas eu continuaria aqui acordado. Dormir é para os fracos, irmãzinha... E ainda estaria ao seu lado quando estivesse na hora de levantar, para te acordar com um tapa na orelha.
Afinal, para o que servem os irmãos mais novos se não para incomodar e amar?!

2.12.10

Ocorrência

Só uma tristeza sem precedentes, uma vontade de pedir desculpas por não estar presente ao mesmo tempo em que penso em uma justificativa gasta.
Esse mundo tem me consumido, me deixado com preguiça de fazer qualquer coisa que me consuma neurônios. E tinha que afetar bem isso, essa parte fina do ser humano, o lado belo, a maravilhosa capacidade de pensar e chegar a conclusões que nenhuma outra pessoa pode chegar por você. Decisões e pensamentos unicamente seus, criados e cultivados por ti.
Queria eu voltar, e deixar todos aqueles textos que imaginei quando tinha tempo de sobra para escrever, bem guardados só para eu vir até aqui e deixá-los registrados na esperança de que um dia estudassem sobre mim, sobre meus escritos, mesmo que chegassem a conclusões errôneas, afinal, você acha mesmo que todos aqueles poetas pensavam mesmo em todas aquelas mirabolâncias?
Mais um último mês se aproxima, e eu espero confiante, ser mais organizada nesse ano que há de chegar, para dar a mim mesma o prazer de fazer o que gosto, tendo trabalho para que VOCÊS gostem.

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Não, não é ataque! Só saudade.
Prometo parar de prometer sobre o "Verdades convenientes", e Mariana, fiquei realmente muito feliz de você ter percebido minha ausência, mesmo sem eu ter aparecido no teu blog! Saudades de lá.

8.9.10

Que fez sorrir

Foi-se embora o sentido, a ideia do esperado enquanto dissolveram-se a palavra e o olhar. Deixou de ser insensível e cruel, percebendo que a força pode ser levada pela brisa, mas que pensamento é rocha firme.
Volte! Espere! Lute!

A ficha caiu-lhe lentamente e insistentemente seguiu sem palavras. Apenas pensamentos.
E quem imaginava isso quando era apenas brincadeira?! Quando era só imaginação?!

(16/06/2010)

E então, existem palavras sufocadas, pela dificuldade de se imaginar, pela conveniência de acreditar, mesmo no que é subjetivo.

(08/09/2010)

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É. Agora peço desculpas pelo post gigantesco da vez anterior. É a mais pura verdade. Tudo. Menos o nome da "Lola"
Estes, são só para dizer que passei por aqui. O segundo, é mais um resumo do que estou pensando em escrever. Aguarde!

28.6.10

Tempo

Você sente que a noite escura não é quem te bloqueia. As coisas giram em volta como fantasmas. Mas são mais ferozes ou macabras do que criaturas invisíveis.
Uma agonia fora de contexto. Nenhuma estrela que possa dizer olá. Tudo é estranho, incluindo um fato como esse num dia que foi quase perfeito (no sentido comum e simples da palavra), sem brigas, sem gritos.
É uma paz ao mesmo tempo tão perturbadora que num repente pode fazer explodir. Efeitos inusitados, inapropriados e constantes.
A chuva que cai molha os cabelos que se grudam ao rosto e não me interrompe os pensamentos sem sentido ou distantes. Tudo tão confuso e ao mesmo tempo tão claro. Nunca se é o único a descobrir algo comum. Mas algo comum pode ser tão bom de se ter como descoberta pessoal...
Você percebe que foi enganado, traído por seus próprios conhecimentos, pelo que criou na sua mente, por um futuro improvável e surpreendente.
Só que de repende, como se saísse do êxtase de uma inconsciência, eu tenho certeza de que o futuro não me reserva surpresas. Só o que faz parte da regra, porque ser uma excessão é raridade. Ser raridade, é óbvio, é raro.
E a chuva continua caindo.
Como um bêbado eu vago pela e rua e sinto o desprezo tomar conta do meu mundo. Tudo tão estável, não mudaria assim de uma hora pra outra. Grandes tranformações demoram e podem resultar em coisas boas ou não.
Agora, mesmo sabendo do meu destino, ou seja lá o que for, continuo como se não pudesse ler a mente do futuro. Vou me surpreender por ser o que todo mundo faz, já que no fundo todo mundo deve saber o que vem pela frente. Só o que queremos é "apimentar" a relação eu-futuro.
Agora me dê licença. Preciso comprar pimenta.

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Mexendo na minha pasta do computador encontrei isso.. Escrito há um booom tempo!

12.6.10

E eu sempre achei que era vivo

Devíamos correr descontroladamente pelas ruas e avenidas,
avisando que nada é orgânico.
É tudo programado
em um sistema constantemente reinstalado


Use

Fale
Compre Diga
Seja
Faça SISTEMA


Pense More
Gaste

Leia
Não sr. Sim sr.


Tínhamos que lutar por um objetivo verdadeiro.
Não por uma banda ou pelo utilidade da moda.
Pelo bem do país e por um futuro melhor,
por filhos melhores para o mundo,
com consciência de que os humanos é que estão em perigo,
que são o perigo,
que são uma poeirinha na Terra.

E lá vem eles, reinstalar o sistema.

O dia todo,
todo o consumo,
toda a vida,
toda a brutalidade,
a política
e a falta de organização.
A concorrência
e a incoerência
da liberdade reprimida.



Ps.: Inspiração em Pitty - Admirável Chip Novo

2.5.10

I think, only about me

Eu sei que tenho culpa... Mas também... Ele ficaram zumbindo no meu ouvido que amor tem que ser uma coisa perfeita, enfeitada com flores aromáticas e sem guerras e contendas. Me contaram que ele resiste a chuvas e tempestades, mas não disseram o quão frágil ele poderia ser.
Passei a não acreditar mais nele quando os poetas me disseram que o amor era sonho, utopia e sorrisos mil. Eu já tinha parado de sonhar para simplesmente pensar. Deixei de sentir e me contento agora em apenas raciocinar, utilizar-me deste privilégio humano e ser racional, por vezes até em demasia.
Não quero que penses que eu escolhi criar essa proteção de cristal, que preferi me prender com parafusos que vão espanar se você tentar abrir. Mas saibas que a minha inflexibilidade tende a durar toda a finitude da minha existência. Tão curta existência, eu sei. Curta demais para eu querer brigar por escolhas!
Talvez o tempo, melhor amigo dos cheios de dúvidas, traga-me em algum futuro remoto as respostas de todas as explicações que anseio, as definições que nunca encontrei.
Não posso compreender-te, nem imaginar o que pensas... Só procurar por um momento, nessa ferrovia, onde encontrarei o trem da salvação, que me vai me salvar das minhas angústias.
Eles criaram essa teoria da conspiração e invadiram minha vida medíocre com essas palavras fofas e redondas. E eu, drasticamente as enquadrei numa cela
Pode parecer estranho me ver assim tão introspectiva. Saiba também que o que me consome, boa parte do dia e também das noites de insônia, são essas introspecções. Talvez, algum dia alguém as encontre num papel amarelecido pelo tempo e tire conclusões equivocadas sobre o que um dia fui eu.


9.4.10

Tomo agora esse veneno

Queria saber o que fazer nessas horas. Onde posicionar seu coração, fora da estante, mas fora do pedestal também. Em algum lugar onde não tivesse espinhos e nem algodão. Tenho vontade de ter forças suficiente para fazer a escolha mais sensata, e gostaria de prever o futuro para saber quanto tempo levaria para nos recuperar. Só que mesmo que eu queira ser egoísta, algo me diz que, mesmo que seja por mim, não devo tocar nos assuntos da vida, e sim deixá-la guiar-se por si só. Mas esse meu racionalismo todo me atrapalha. Quando nunca se imagina, as coisas acontecem. E nem sempre acontecem na ordem que gostaríamos que acontecessem... Nem sempre acontecem da FORMA como gostaríamos que fosse. Preferia sonhar, porque sonhos não dão trabalho e imaginações não tem limites, nem crenças, nem distâncias. E eu também não tenho preguiça de imaginar. O que mais desejo é crescer. Fazer nosso futuro valer, na felicidade de cada um, mesmo que há anos luz de distância. Quero mais é poder contar minhas histórias mirabolantes e rir dos desacordos de uma conversa. Quero ajudá-lo a ser melhor por si mesmo. Então, se por um acaso eu vier a nos atropelar, perdoe-me por antecedência.

2.3.10

Aquela que esperava por ti

Tu estavas em meu ventre, aquele que eu acariciava a cada dia e ansiava para que logo estivesse liberto de ti, porque só assim eu poderia tocar-lhe diretamente e acalentar-lhe nas noites que estariam por vir.
Eu sempre esperei pelo momento que estaríamos na cama do hospital e eu poderia pegá-lo em meus braços cansados do esforço para que nascesse. Já teria lhe dado um nome e não me importaria com quem mais estivesse em volta de nós. Eu iria abraçar-te e amar-te como já o amava quando estava dentro de mim, e como seria para o resto da vida, faria parte de mim.
Talvez eu é que tenha me precipitado em amá-lo e agora sinto o remorso por não ser capaz de te conter em mim. Fiz-te sofrer, um tanto que não sofrerias durante a vida toda, quando foi despedaçado.
De nada valeram os alentos e carinhos meus. De nada adianta agora eu me culpar, mas assim será para o resto de minha vida, até que possa te encontrar e proferir as palavras que meu coração te disse, usando meu sangue para te alimentar.
Tanto alimento jogando fora, enquanto tu poderia estar aqui, agora, ao meu lado e eu estaria ocupada em agradar-te, não teria tempo nem porquê te direcionar tais palavras.
Meu peito agora sofre, meus seios estavam prontos para receber-te e eu iria posicionar-te em meu colo, e só mais uma parte de mim seria capaz de te saciar.
Agora não tens mais apetite, não podes mais abrir teus olhos cheios de angústia e medo de mim.
Logo de mim, aquela que talvez um dia, tu virias a chamar de mãe. Só que eu não o pude conter em meu berço natural e o expeli, antes que pudesse se formar totalmente.



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Desculpem a ausência mais uma vez... tenho entrado e comentado quando dá.

10.2.10

Racionais e imorais

Já observou como as borboletas voam: Já quis deitar sobre a relva para contar estrelas ou descobrir o formato das nuvens? Pensou na vida antes de dormir? Ouviu as maritacas no fio de eletrecidade e pensou em ser passarinho?
Podemos ser assim ou assado, calmos ou afobados, fortes ou raquíticos, bons leitores ou bons escritores.
Corremos em meio a outros tantos como nós, e desconhecidos por nós. Trabalhamos e estudamos em meio a bilhões de pessoas, em um mesmo mundo de 510 milhões de km². Estamos na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Tentamos chegar à outros planetas, alcançamos a Lua, queremos saber de onde viemos, para onde vamos e quem somos. Inventamos a Internet, o computador, o carro movido a álcool, gasolina, energia elétrica... Compomos sonatas, rock's e funk's.
Somos uma única raça em um só planeta. Com uma única certeza: um dia, todos morreremos.
Temos olhos puxados, cabelos loiros ou pretos chapados, olhos verdes, pele negra, bumbum avantajado, comemos sururu, Mc Donald's, sushi, linguiça, Habib's, pizza, sorvete e mortadela de búfala. Amamos, rimos, choramos, sentimos, pensamos, sofremos, aprendemos e vivemos.
Dominamos as demais espécies e crescemos. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, juntos.
Mas matamos, estupramos, roubamos, brigamos, atropelamos, batemos e prejudicamos.
E tudo, sem parar para pensar que somos só humanos. Porque no final das contas, somos um átomo na baleia azul e um planeta no Universo.


Versão de 28/01/10

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Desculpem-me se mesmo com as postagens atualizadas eu não estou visitando o blog de vocês... Estou deixando posts progamados, então eu posto sem vir aqui!
Quando tiver mais um tempinho... Dá-lhe comentários!

27.1.10

The fear lonely


Escorre sono dos meus olhos mas eu não temo o perigo, mesmo que esse perigo me perfure o peito e faça-o despedaçar como barro secando ao Sol.

Você continua na minha lista dos favoritos. Aquela repleta de pessoas que eu não converso muito. Continuo e até imaginando que eu talvez não esteja em lista nenhuma. Como aquela que não cheira nem fede, não é assim que diz a sabedoria popular?
Estou numa banda com pratos estridentes batendo em minhas orelhas e meu coração bate firme como um tambor. O instrumento dos mais comuns numa banda marcial e o responsável por marcar.
Meu medo está para trás, pisoteado pelas bailarinas que vão á frente.
Como num passe de mágica você surge ao meu lado, reluzente de olhar confiante. Pega-me pela mão que solta as baquetas. Seguimos em linha reta, em direção ao pôr-do-sol mais belo que já tive o prazer de presenciar. Se eu estivesse pensando, naquele momento, ia imaginar que até o ridículo se faz belo quando temos com quem apreciar!
Borboletas rodeiam-nos. O penhasco não me assusta. Quando me aproximo de você... Sua imagem se dissolve feito açúcar na água. Mais uma miragem em meio aos meus longos devaneios.

Sonhos meus, distantes que estão, derramando sobre a mesa gotas espessas. E eu queria apenas, alguém que percebesse que eu tenho sorrisos diferentes em cada situação.

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Queridos seguidores, há quanto tempo não escrevia aqui?! Hehehe! Se for ver, nem tanto assim, mas o suficiente para me dar saudades desse lugar, que não existe e que ao mesmo tempo pode estar em qualquer lugar do mundo.

Foto: Inês Palma "Trata-se do Pôr-do-Sol no Pólo Norte em que a Lua está no seu ponto mais próximo da Terra" retirada de Giographicae

13.1.10

Cadência magia

Mais uma vez ao ritmo do coração, e aqui estamos nós. O salão é nosso e o público desaparece. Apenas nossos corpos se movimentando de lá pra cá e nossos olhares perfurando um o do outro.
Os solados escorregam levemente pelo chão de madeira encerada enquanto você abotoa meu tronco em seus braços tensos. Lá fora cai a neve, enquanto aqui não precisamos de uma fogueira nem de algo parecido!
A cadência dos nossos corações nos aquece a face e faz enrubecer a pele maciça de suas pernas ágeis.
Cadeiras afastadas, luzes sobre os bailarinos, músicos a postos e instrumentos sendo explorados.
Os fios de cabelo misturam-se ao suor da testa lisa. E dentro deste cérebro nada mais se passa. Concentramo-nos apenas nos movimentos que nos fazem voar baixo pela pista.
Impossível descrever com precisão o que se passa em nossas veias enquanto elas são lavadas pelos membros de um lado ao outro, recheadas de adrenalina recém produzida.
A incapacidade ao escrever mas não em sentir intensamente o quadril se remexendo de lá para cá. Para frente e para trás. Ruflam os tambores e a dança continua.
A platéia, antes boquiaberta toma a pista e juntos levamo-nos ao delírio com tantos sons, movimentos e olhares numa única noite.
Depois de uma tarde de ensaios numa cidade argentina, iluminada por tochas...


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Devo comunicar que quando se trata de escrever sobre coisas intensas demais, prefiro as frases curtas, enquanto descrevo as coisas e partes, às vezes pulando algumas.


Espero que gostem e deixem seus valiosos comentários!

9.1.10

Mas... (Parte IV - Final)


- Eu sei que você não liga pra isso, mas custa ir à festa. Pela sua mãe!

- Vinícius, não adianta discutir. Você vai me dar cobertura e pronto!

- Sabia que tenho amor à vida? Diferente de você...

- Mas pra quê serve tudo isso? Minha mãe podia fazer uma festa pra ela. Agora, eu? Ah, obrigada! Recuso-me a participar desse teatro.

- Por que você não pede pro Dougie?

- Hã?! Aquele tapado não sabe mentir. Sem te chamar de mentiroso, ok?!

- Ta bem. Tu sabe que eu gosto de uma aventura, né?! Mas será que eu não posso conversar com a tua mãe pessoalmente. Quero só ver a cara da tia na hora que eu der a notícia. Ha! Ha! Mó barato!

- Isso, isso! Divirta-se enquanto o seu lobo não vem...

Era simples. Só mais alguns dias e eu poderia finalmente sair desse mundo todo cor-de-rosa e bordado por mãos de fadas. Não teria mais o tédio da minha mãe pegando no pé por causa das calças rasgadas, da música no último, dos livros macabros e das camisetas largas. Desfrutar da liberdade e só querer uma coisa nem tão simples assim: mudar o mundo!

Conseguir um emprego na antiga agência de publicidade que meu pai trabalhava tinha sido mais do que uma vitória, mas uma conquista que me fez pensar que mais importante do que uma festa de debutante mimada, é lutar por um ideal muito mais carente de adeptos do que uma diversão com amigos nada presentes!

Meu presente de aniversário seria algo além de camisetas bonitinhas, kits de maquiagem, LP’s de bandas populares e canetas fofas. Seria poder viver no mundo, para o mundo e com o mundo!

Adeus passado!

Devo dizer que exatamente às três horas do dia vinte e três de novembro de mil novecentos e setenta e três, meu pai foi me buscar no portão de casa. Era o dia do meu aniversário e seu presente para mim foi me levar até São Paulo, onde eu começaria a lutar por um Brasil livre da ditadura militar.

Vivi sem mãe desde os quinze anos e não posso dizer que me arrependi. Pois hoje eu não estaria aqui para contar a vocês como um adolescente pode salvar o mundo. Porque afinal, adolescentes também pensam!




Não viu o conto inteiro?
Parte I
Parte II
Parte III

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Finalmente, ou não, chegamos ao fim desse conto!
Espero sinceramente ter surpreendido vocês. Se perceberem, a playlist que eu coloquei no post passado tinha a ver com o estilo de música da nossa personagem principal. E as bandas são as da época em que se passa a história!
Deixem seus comentários, por mais simples que sejam. Só assim saberei a real opinião pelo meu texto!!




Ps.: Dessa vez estou sem foto. O upload está demorando muito. Edito a postagem qualquer hora dessas...