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22.2.12

Você é o que você compartilha

Todo mundo sabe que hoje, com o mundo em rede, os amigos estão ou podem estar "presentes" na nossa vida quase o tempo todo.
Esses amigos podem ser: os primos, os tios, os colegas da escola ou do trabalho e até mesmo aquele seu vizinho que quase nunca te cumprimenta enquanto espera o elevador, mas te adicionou no Facebook.
Porém, hoje vamos falar daqueles amigos de verdade, ou melhor, da nossa relação com eles.


O amigo de verdade é aquele com quem você realmente se preocupa. A pessoa que não vai te responder "tudo bem" só porque é mais conveniente. À quem deseja-se "Feliz Aniversário!" com toda a sinceridade e se preocupa em escolher um presente que seja "a cara dele". É dele que se lembra quando vê aquele filme, come aquela comida, viaja para aquele lugar. É de quem você ri sem se segurar quando o vê caído.

A pergunta é: o que você compartilha com esse amigo?
Uma verdadeira boa amizade é aquela útil. Que não se resume a dividir piadas e fofocas. Dois amigos ou mais são melhores quando te ensinam algo sério também, discutem política, economia, trabalho, educação, arte ou religião.

O que te faz lembrar do seu melhor amigo? Só uma piada? Ou aquele site interessante? (Que interessante seja bem interpretado como diferente de divertido).

Seja e queira amigos melhores. Dê um upgrade na sua rede. Compartilhe cultura, educação e política. FAÇA arte, política e etc com eles.






Interessantealize-se!

20.2.11

É só uma questão de afeto

Queria tê-la aqui em meus braços, pequena irmã. Mesmo com todo o seu drama, com toda a sua teimosia, com sua capacidade de me fazer pensar.
Seus braços tão distantes dos meus, seus cabelos... Ah, seus cabelos! Como seria bom poder afagá-los agora, sem motivo algum, apenas por afeto. O afeto de irmão que sinto por ti.
A vida nos colocou assim distantes, irmãzinha, parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes.
E talvez seja só por causa dessa distância que tenho vontade de te ter próxima. Estaríamos aqui, sentados juntos na sala, um provocando o outro, atormentando. Mas quando você sentisse sono e colocasse sua cabeça em meu colo, eu faria cafuné até que adormecesse.
Mas eu continuaria aqui acordado. Dormir é para os fracos, irmãzinha... E ainda estaria ao seu lado quando estivesse na hora de levantar, para te acordar com um tapa na orelha.
Afinal, para o que servem os irmãos mais novos se não para incomodar e amar?!

12.9.10

Eita mundo bão!

Eu tento, eu bem que tento socializar com pessoas que pensam diferente de mim pra tentar ajudar. Mas parece que elas não querem mesmo progredir.
Riem. Riem felizinhas, achando que o mundo, a escola, as coisas são só mais umas chatisses que elas têm que enfrentar de segunda a sexta e devem ignorar no final de semana colorido delas.
Sim, eu tento me empenhar em fazer as coisas para além de mim. Mas cansa, cansa a beleza, a cabeça, os ossos, a pele.
Não que eu tenha desistido. Só que desanima ver que as pessoas que farão o seu futuro pouco se importam para ele e que se importam menos ainda para o seu discurso reformado e transfigurador de realidade. Porque afinal, as coisas são muito mais fáceis do jeito que estão, sem o sacrifício de se empenhar por algo que parece tão distante, por alguma coisa que os pais já montaram e moldaram os filhos para se adaptar.
Escrevo agora em um verdadeiro momento de raiva com a minha geração. Será que é tão difícil assim se preparar para o que der e vier? Escrevo sem narrador, sem eu lírico. Neste momento sou eu mesma, Joyce, falando sobre o tipo de jovens adolescentes que eu convivo, que eu sou de certa forma obrigada a aturar sem ter espaço para lhes aconselhar... Afinal, quem sou eu mesmo, só uma mocinha realista e anormal.

É. Sou mesmo anormal! E muito obrigada pelo elogio.


--
Esse ainda não é o meu texto sobre verdades conveniente. Volto daqui uns dias para postá-lo.

29.8.10

Conversas de possíveis "nerd's"

Lola: Verdade... obrigada
e aí, você?? ocupada?

eu: Hum.. deveria estar.. mas não estou não

Lola: Normal...

eu:
Provavelmente se tivesse algum trabalho pra amanhã, imenso, eu estaria fazendo agora..

Lola:
Estou mais ou menos assim....
acho que eu estou ficando muito perdida ultimamente....

eu: eu estou é me tornando má aluna, isso sim
ficando sem entregar trabalho e nem ligando pra isso..

Lola: duas...
aham... isso é péssimo.... também não gosto disso... mas estou começando a me moldar a uma situação totalmente confortável que está me deixando cada vez mais desleixada...

eu: aham
do tipo de gente que me veria há alguns tempos atrás e diria: Ah! Mas pra quê ela faz tudo..
coisa mais careta querer dar uma de melhor aluna..

Lola: sei lá... desde que eu vi a Lúcia*, servindo pizza... eu fiquei meio assustada...

eu:
Hã?! Onde isso?

Lola: Ela era uma garota que eu considerava boa aluna, que eu cria que ia sair do ensino médio e partir para um centro de pesquisas... sei lá, algo do tipo...
ela abandonou a faculdade. E desde então eu fiquei pensando... putz, ela ERA boa aluna, talvez uma das primeiras... e isso não quer dizer nada aqui....

eu: Por um acaso é a que passou na Unicamp?

Lola:
Ela não vai receber um 10 por entregar a pizza mais rápido ao cliente...
Não sei se ela passou na unicamp...

eu: Nossa!!

Lola: Eu achei que podia deixar de tentar ser melhor....
e estou me ferrando...
não tanto quanto acho que uns ou outros se dêem mal... mas, como você, estou deixando de ser boa, pra começar a me tornar inexemplar.

eu: E o que é pior..
se alguém visse a nossa conversa ia falar que estamos chorando de barriga cheia... que é pura frescura, que o que a gente quer mesmo é se aparecer..

Lola: Mas, não sei se isso acontece com você (creio que provavelmente, sim), mas é como se meu cérebro estivesse programado pra aprender mesmo que eu esteja inoperante ou desligada.... assim eu CONTINUO tirando o que chamariam de boas notas... mas não faço por merecer... entende?

Lola: Diriam ainda...
"ah! não reclama..."

eu: Mas não pensam que o que a gente faz, ou pelo menos fazia era tentar ser melhor, se não pra nós mesmas, mas pro nosso futuro.
Para tentar ser melhor do que a maioria desse país, ou do mundo, quem sabe?!

Lola: E ajudar os outros a melhorarem...
não só um ou dois...
mas toda a sociedade em que nos encontramos...

eu: A maioria acha que os bons são bons por orgulho. Tudo bem que os bons podem realmente se orgulhar.. mas não se faz o melhor simplesmente pra chamar a atenção sem receber nada em troca

Lola: Por que pra nós muito vale uma contribuição....

eu: O que a gente quer é fazer o melhor pra todo mundo. Já que muita gente não se preocupa em melhorar, a gente tenta compensar, ou pelo menos fazer com que tenham vontade de melhorar

Lola: O que ocorre é que começamos até a nos sentir ruins ou não felizes por alguns desempenhos, por que simplesmente acham que o que somos - sim, por que SOMOS e não conseguimos mudar isso - somos, por que, como você disse, queremos aparecer e sermos jubilados e bajulados...
o que os outros acham... infelizmente começa a influenciar nossas atitudes...
que... como vamos percebendo... começam a piorar....
é como se estivéssemos sendo admitidas à um meio ao qual não pertencíamos até então....

eu: E ninguém nos critica de verdade por isso. Afinal, as mudanças parecem tão sutís

Lola:
É como se não querer melhorar pelo outro, contagiasse...

eu: As pessoas nos criticam por tentar ser melhor e quem sabe melhorar as coisas até pra eles mesmos
mas quando nos tornamos um deles.. é bom. é normal. é incriticável

Lola: é admissível...
é agrupável...
é o errado mais certo que existe

eu: isso mesmo
é essa a definição certa

Lola:
e o que foge à regra.... é estranho, louco, tonto, CDF, ....
ANORMAL

eu: é idiota!

Lola: sim, idiotas

eu: Me dá uma vontade tão grande de me tornar totalmente idiota, de novo..

Lola:
É como se VOCÊ ainda estivesse ai... num pulsar insano, soterrado por duras ideologias baratas modernas de que você não deve ser careta!
e esse pulsar verdadeiro... a única essência realmente sã de todo o seu ser... neste momento clama o mais alto que pode...
e... seus membros e demais extremidades reconhecem este primeiro dono... este primeiro ser controlador... o filósofo cru, nú e perfeito que aí existe....
é o que agora te domina....
e... é esse pulsar... essa chama de verdadeira sanidade moral... que a gente não deve deixar morrer... NUNCA... e sim alimentá-la...
pode ter certeza que a minha muito se alimentou agora....
podendo aqui encontrar semelhantes ideias e dúvidas... bem como, compreensões...

Obrigada, Joy!

eu: disponha!

--

Algumas coisas precisariam simplesmente ser ditas para todos os seres humanos.

19.7.10

True Colors

Eu sabia que eu estava me preocupando demais com você, não é?! Pouco tempo se passou. O meu preenchido de lembranças, em confusões de saudade e costume de pensar em ti. Mas é bom te ver sorrindo assim novamente, querida!
Por certo você já tem agora um alguém menos cheio de complicações, com AMOR para dar e vender. Um amor que eu me recusei a te dar nesse meu mundo de pensar, pensar e ainda assim, errar pensando em acertar.
Mas sou firme. Não acho que eu tenha errado, embora o mundo conspire, muitas vezes, a favor dos sentimentais. Afinal, é tão mais belo e colorido lutar pela felicidade, não é?! Lutar como casais de filmes, livros, novelas... Só que na vida, muitas coisas são em preto e branco, em escala de cinza.
Por um lado sinto-me melhor te vendo assim de braços dados com o pôr-do-Sol. E por outro, confesso, frustro-me ainda mais pela esperança perdida de que você fosse forte. Forte e paciente. Só que esses são realmente dons que nem todo mundo tem. Foi o desapontamento, a continuação dele. Afinal, quem desiste assim tão fácil não combina com mentes sonhadoras.
Então, siga em frente. Apenas, sem nenhum objetivo, sem cobranças a si mesma.

--
No final das férias me veio inspiração para escrever alguma coisa como aquelas de antigamente!

9.4.10

Tomo agora esse veneno

Queria saber o que fazer nessas horas. Onde posicionar seu coração, fora da estante, mas fora do pedestal também. Em algum lugar onde não tivesse espinhos e nem algodão. Tenho vontade de ter forças suficiente para fazer a escolha mais sensata, e gostaria de prever o futuro para saber quanto tempo levaria para nos recuperar. Só que mesmo que eu queira ser egoísta, algo me diz que, mesmo que seja por mim, não devo tocar nos assuntos da vida, e sim deixá-la guiar-se por si só. Mas esse meu racionalismo todo me atrapalha. Quando nunca se imagina, as coisas acontecem. E nem sempre acontecem na ordem que gostaríamos que acontecessem... Nem sempre acontecem da FORMA como gostaríamos que fosse. Preferia sonhar, porque sonhos não dão trabalho e imaginações não tem limites, nem crenças, nem distâncias. E eu também não tenho preguiça de imaginar. O que mais desejo é crescer. Fazer nosso futuro valer, na felicidade de cada um, mesmo que há anos luz de distância. Quero mais é poder contar minhas histórias mirabolantes e rir dos desacordos de uma conversa. Quero ajudá-lo a ser melhor por si mesmo. Então, se por um acaso eu vier a nos atropelar, perdoe-me por antecedência.

17.2.10

Outono da Saudade


Rua abaixo descíamos com o vento chicoteando os nossos rostos com nossos cabelos, e espremíamos os olhos para não entrar ciscos. Com sorrisos largos esbanjávamos gargalhadas e os carros passavam ao nosso lado observando o prazer que sentíamos em dividir uma bicicleta.
Parecia um pouco incomum a garota pedalando e o menino apoiado sobre a roda traseira e suas mãos sobre os ombros dela. Enquanto escorregávamos a pressão dos seus dedos aumentavam, e a adrenalina corria solta por nossas veias, em uma louca aventura juvenil!
Naquela cena invertida não nos preocupávamos com freio, viaduto, automóveis ou pedestres. Só pedalávamos à toda velocidade, com uma trilha sonora de rock soando em nossos ouvidos.
Quando alcançamos o fim do viaduto, olhamo-nos nos olhos, com aquela facilidade infantil em ser sincero, e rimos sem saber por quê.
Alguns conhecidos talvez estivessem passando por ali naquele fim de tarde alaranjado de outono quando, segurando cada um de um lado do guidão, subimos a ladeira caminhando lentamente. Lá em cima, as mães esperavam preparando a janta, o banho, as roupas e mais tarde a cama.
Crianças pré-adolescentes, jovens bebês. E hoje somos dois adolescentes ocupados cada um com seu curso de desenho, escola em período integral, curso de línguas aos sábados, encontro com os avós nem tão dispostos assim...
Só que o importante é estar aqui. Não nesse quadrado onde escrevo esse texto, no meu coração, ou mais do que isso, nos nossos cérebros.
E éramos duas crianças de doze anos, ouvindo músicas coloridas, comendo balas dançantes e dançando doces melodias. Em um bailado de bike, video game, pc, iPhones e iPod's.
Derreteu-se nosso tempo, nossa amizade desandou, as ideias criativas saíram da fôrma.

--
Ciao! Como estão?
Gente, estou muito feliz com o crescimento do blog que ultimamente tem ganhado bons seguidores!
Peço-lhes que não se limitem só a elogiar e tal. Dê uns toques bacanas, em coisas que eu possa melhorar, porque vocês merecem bons textos!

Obrigada pelas visitas e aos mais antigos aqui, dêem uma olhada nos blogs dos novos seguidores e vice-versa!
Beijo grande!

10.2.10

Racionais e imorais

Já observou como as borboletas voam: Já quis deitar sobre a relva para contar estrelas ou descobrir o formato das nuvens? Pensou na vida antes de dormir? Ouviu as maritacas no fio de eletrecidade e pensou em ser passarinho?
Podemos ser assim ou assado, calmos ou afobados, fortes ou raquíticos, bons leitores ou bons escritores.
Corremos em meio a outros tantos como nós, e desconhecidos por nós. Trabalhamos e estudamos em meio a bilhões de pessoas, em um mesmo mundo de 510 milhões de km². Estamos na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Tentamos chegar à outros planetas, alcançamos a Lua, queremos saber de onde viemos, para onde vamos e quem somos. Inventamos a Internet, o computador, o carro movido a álcool, gasolina, energia elétrica... Compomos sonatas, rock's e funk's.
Somos uma única raça em um só planeta. Com uma única certeza: um dia, todos morreremos.
Temos olhos puxados, cabelos loiros ou pretos chapados, olhos verdes, pele negra, bumbum avantajado, comemos sururu, Mc Donald's, sushi, linguiça, Habib's, pizza, sorvete e mortadela de búfala. Amamos, rimos, choramos, sentimos, pensamos, sofremos, aprendemos e vivemos.
Dominamos as demais espécies e crescemos. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, juntos.
Mas matamos, estupramos, roubamos, brigamos, atropelamos, batemos e prejudicamos.
E tudo, sem parar para pensar que somos só humanos. Porque no final das contas, somos um átomo na baleia azul e um planeta no Universo.


Versão de 28/01/10

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Desculpem-me se mesmo com as postagens atualizadas eu não estou visitando o blog de vocês... Estou deixando posts progamados, então eu posto sem vir aqui!
Quando tiver mais um tempinho... Dá-lhe comentários!

13.1.10

Cadência magia

Mais uma vez ao ritmo do coração, e aqui estamos nós. O salão é nosso e o público desaparece. Apenas nossos corpos se movimentando de lá pra cá e nossos olhares perfurando um o do outro.
Os solados escorregam levemente pelo chão de madeira encerada enquanto você abotoa meu tronco em seus braços tensos. Lá fora cai a neve, enquanto aqui não precisamos de uma fogueira nem de algo parecido!
A cadência dos nossos corações nos aquece a face e faz enrubecer a pele maciça de suas pernas ágeis.
Cadeiras afastadas, luzes sobre os bailarinos, músicos a postos e instrumentos sendo explorados.
Os fios de cabelo misturam-se ao suor da testa lisa. E dentro deste cérebro nada mais se passa. Concentramo-nos apenas nos movimentos que nos fazem voar baixo pela pista.
Impossível descrever com precisão o que se passa em nossas veias enquanto elas são lavadas pelos membros de um lado ao outro, recheadas de adrenalina recém produzida.
A incapacidade ao escrever mas não em sentir intensamente o quadril se remexendo de lá para cá. Para frente e para trás. Ruflam os tambores e a dança continua.
A platéia, antes boquiaberta toma a pista e juntos levamo-nos ao delírio com tantos sons, movimentos e olhares numa única noite.
Depois de uma tarde de ensaios numa cidade argentina, iluminada por tochas...


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Devo comunicar que quando se trata de escrever sobre coisas intensas demais, prefiro as frases curtas, enquanto descrevo as coisas e partes, às vezes pulando algumas.


Espero que gostem e deixem seus valiosos comentários!

9.1.10

Mas... (Parte IV - Final)


- Eu sei que você não liga pra isso, mas custa ir à festa. Pela sua mãe!

- Vinícius, não adianta discutir. Você vai me dar cobertura e pronto!

- Sabia que tenho amor à vida? Diferente de você...

- Mas pra quê serve tudo isso? Minha mãe podia fazer uma festa pra ela. Agora, eu? Ah, obrigada! Recuso-me a participar desse teatro.

- Por que você não pede pro Dougie?

- Hã?! Aquele tapado não sabe mentir. Sem te chamar de mentiroso, ok?!

- Ta bem. Tu sabe que eu gosto de uma aventura, né?! Mas será que eu não posso conversar com a tua mãe pessoalmente. Quero só ver a cara da tia na hora que eu der a notícia. Ha! Ha! Mó barato!

- Isso, isso! Divirta-se enquanto o seu lobo não vem...

Era simples. Só mais alguns dias e eu poderia finalmente sair desse mundo todo cor-de-rosa e bordado por mãos de fadas. Não teria mais o tédio da minha mãe pegando no pé por causa das calças rasgadas, da música no último, dos livros macabros e das camisetas largas. Desfrutar da liberdade e só querer uma coisa nem tão simples assim: mudar o mundo!

Conseguir um emprego na antiga agência de publicidade que meu pai trabalhava tinha sido mais do que uma vitória, mas uma conquista que me fez pensar que mais importante do que uma festa de debutante mimada, é lutar por um ideal muito mais carente de adeptos do que uma diversão com amigos nada presentes!

Meu presente de aniversário seria algo além de camisetas bonitinhas, kits de maquiagem, LP’s de bandas populares e canetas fofas. Seria poder viver no mundo, para o mundo e com o mundo!

Adeus passado!

Devo dizer que exatamente às três horas do dia vinte e três de novembro de mil novecentos e setenta e três, meu pai foi me buscar no portão de casa. Era o dia do meu aniversário e seu presente para mim foi me levar até São Paulo, onde eu começaria a lutar por um Brasil livre da ditadura militar.

Vivi sem mãe desde os quinze anos e não posso dizer que me arrependi. Pois hoje eu não estaria aqui para contar a vocês como um adolescente pode salvar o mundo. Porque afinal, adolescentes também pensam!




Não viu o conto inteiro?
Parte I
Parte II
Parte III

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Finalmente, ou não, chegamos ao fim desse conto!
Espero sinceramente ter surpreendido vocês. Se perceberem, a playlist que eu coloquei no post passado tinha a ver com o estilo de música da nossa personagem principal. E as bandas são as da época em que se passa a história!
Deixem seus comentários, por mais simples que sejam. Só assim saberei a real opinião pelo meu texto!!




Ps.: Dessa vez estou sem foto. O upload está demorando muito. Edito a postagem qualquer hora dessas...

4.1.10

Mas... (Parte III)


 - Mari, a Julinha te ligou e disse que faltou hoje porque os pais foram viajar e ela passou mal.
 - Humpf! E de que adianta? Ligar agora... Eu tive que apresentar aquela droga de trabalho sozinha. Sabia que fui eu quem fez ele inteiro também?! Se ela ligar de novo diga que eu não estou, por favor.
Sempre o mesmo ritual. Largar a mochila em qualquer canto do quarto – que dessa vez deve ter sido limpo pela Dora, a assistente da mamãe -, colocar um som do Queen, e me jogar debaixo de um chuveiro com a água muito gelada.
Enquanto me deliciava com mais uma das coisas simples que me dão prazer o telefone tocou e eu sai correndo com a toalha pendurada no ombro, pingando água e no ritmo do rock que tocava. Atravessei o quarto correndo me apoiando nos móveis.
Escorreguei e caí enquanto puxava o telefone do gancho.
A voz masculina do outro lado fez disparar meu coração! Não, não. O leitor pode achar que era meu namorado. Mas não. Até porque não tinha um. Na minha opinião ainda era muito cedo pra isso. Tratava-se do senhor meu pai, que eu não via há um mês, enrolada que estava com as ocupações que minha mãe propositalmente me impunha!
 - Alô! Pai! Mãe, deixa que eu falo com ele... Por favor.
 - Vê se não demora senão vai alagar o quarto.
 - Mãe!
 - Alô! Marina?!
 - Oras pai, que outra filha você tem?
 - Ha! Ha! Ha! Sempre de bom humor!
 - Você acha? Que bom... Bem, vou ser breve porque você deve estar muito ocupado, como sempre, aí na redação! É que eu não sei se a mamãe te mandou o convite. Pr’aquele meu aniversário sabe?
 - Sei, você sempre reclama dele... E sim. Sua mãe me mandou o convite.
 - Ia te pedir pra não ir...
 - Hã?! Mas tua mãe vai me colocar na cruz por isso, sabia!
 - Não. Se ela colocar vai fazer isso com nós dois, ok?!
 - Ok! Combinado então. Te busco no dia?

 - Sim. Às três!




Não conferiu as partes anteriores?


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Bem, espero que continuem gostando e deixando seus comentários por aqui!
Ainda não disse, e como dessa vez não tenho muito o que falar... As fotos que ilustram o conto "Mas..." foram tiradas por mim mesma, aqui em casa. Contam com uma edição no Word! Hahahah! Já que eu não tenho muita paciência e nem programas de Photoshop!


Um abraço e bom começo de ano!

31.12.09

Once upon a time 2009

Interrompemos essa série de postagens em sequência para desejar a todos os seguidores ou possíveis visitantes do "Fofocando Pensamentos" um feliz ano novo e próspero 2010, repleto de saúde, paz, harmonia, felicidades, família e aprendizado.

Esse blog passou em branco seu aniversário, no meu próprio aniversário, no Natal que eu não comemoro, na Páscoa que eu também não comemoro, morte de Michael Jackson e Lombardi, estréias de filmes e tudo mais, mas eu não deixaria passar o reveillon!
Desejo tudo isso aí de cima com sinceridade, para todos os peregrinos que aqui passarem...

Nunca fiz muitos planos para essas épocas de passagem de ano, nem sou de muitas retrospectivas. O que passou, passou e o que está por vir acontecerá segundo o próprio curso da vida, sem necessidade de muitos planejamentos e intervensões minhas!


 Quanto as mudancas do blog, espero deixar o template um bom tempo com o mesmo, até porque, em 2010 estarei com o tempo um tanto reduzido para me aplicar a isso.


Feliz Ano Novo! 2010 vem aí!

14.12.09

Tomando os pensamentos

A cada passo que dou sinto-me mais longe de ti, andando na direção contrária do que dizem os meus sonhos.
Não posso evitar meus devaneios infelizes que me culpam pelo não feito, por coisas que eu sabia que devia ter feito. Nem preciso parar para pensar, porque já parei somente para aproveitar meu tempo pensando.
Me neguei a dizer, não por orgulho, mas por incapacidade de ser fiel a mim mesmo, mas agora não posso negar o que me passa pela mente. É o peso de uma consciência, do acúmulo de peças de quebra-cabeça mal encaixadas.
Me falta o ar, mas não a covardia. Falta o chão, mas não a vontade. Me falta forças, mas não a culpa.
São castigos merecidos as abstinências que agora sofro. Não tenho braços quentes que me abriguem, não existem colos a minha espera, nem ombros para servirem-me de apoio. Não posso contar com a mesa de um bar porque ainda sou um menor de idade. Meus membros amolecem vagarosamente e meus olhos pesam profundamente. As lágrimas passeiam pela casa das toneladas... Parecem tijolos quebrados que tiram sangue dos meus olhos.
Afogo-me em lembranças que não aconteceram e em projeções mal coloridas, nas minhas andanças pela casa, à procura de distração, mas tudo me remete a ti.
Desculpe por eu ser estúpido dessa forma. Me condene que eu entenderei, por toda a vida vou me lembrar desse episódio de paixão adolescente.

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E dessa vez, depois da descoberta de que não se gosta de alguém, tomo aqui as dores (ou melhor dizendo, os pensamentos) de alguma pessoa muito minha amiga, que já me inspirou em outros post's e agora me faz sentir-me muito mal. Mas eu sei que isso vai passar pra ele(a) e eu também ficarei bem.

Ps.: Inspiração com: Pensa em mim - by Darvin. [na playlist], que aliás, eu devo ter escutado umas dez vezes para escrever isso. ^

1.12.09

Eu dou um valor absurdo na vida



A gente se parece tanto, só queremos ser felizes e seguir o que, para nós, tem valor. Porque a vida traz bem mais que alegria, alguém como a nossa amizade. Vamos nos conhecendo e percebendo que nada sabemos.
Não me importo com a caretísse que pode ser isso, nem o quanto piegas são essas palavras, mas essa nossa amizade me faz bem. Me faz rir e por vezes fechar a cara, mas eu não peço um mundo perfeito, nem pessoas perfeitas. Todos nós nos mataríamos por causa do tédio.
Abrace-me e prometa que por mais bobagens que eu lhe diga, será sempre meu diário-vivo. Mais do que um corpo e sim um espírito presente. Não só um olhar distante, mas um vigilar constante. Algo além de mãos que aplaudam e sim que estapeiam para colocar meus pés no chão.
Bata à minha porta e grite quando e quanto sentir vontade. Extrapole os limites de suas cordas vocais - só não prometo deixar meu protetor auricular intocado -. Faça de mim o túmulo de seus pensamentos mais secretos. Me peça para ler seus textos mais absurdos e compartilhe comigo seus sonhos mais engraçados ou os piores pesadelos.
Sinta-se centro dos meus pensamentos, guarde meus segredos, se um dia eu os tiver, conte comigo para explicar matemática e me explique também. Grite comigo e me faça passar vergonha, mas nunca me puxe para um beco e me ofereça algo viciante. Já sou suficientemente viciada em coisas simples. Não me peça para fugir de casa, mas eu aceitarei te acompanhar num piquenique.
Faça críticas construtivas a mim. Corrija meus erros ortográficos, frequente meu blog. Me envie mensagens de madrugada... Mas por favor, não concorde sempre comigo.
Obrigada por me aceitar e às loucuras que carrego nesse saco chamado de cérebro.

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Esse foi escrito pensando nos meus três melhores amigos, que são capazes de me entender mesmo quando nem eu me compreendo muito bem!
Inspirado em "Seis e trinta", do Jota Quest.