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29.2.12

Vou ali passar no vestibular e já volto


Olá,

é com muito pesar que comunico aos amigos e seguidores que estarei ausente durante um bom tempo aqui do blog. Minha vontade de escrever continua viva, porém, preciso me afastar para estudar para o vestibular que eu NÃO passei.

Espero poder voltar com boas novidades e com os projetos que eu tenho em mente sendo colocados em práticas, inclusive os que tenho para o blog.

Agradeço a todos por estarem presentes e recomendo que leiam meus textos antigos e analisem minhas mudanças, além de conferir a playlist recém adicionada ali na barrinha do lado e alguns blogs que eu sigo e são muito bons! É só clicar AQUI.

Quem quiser me contatar durante esse tempo, me mande um E-MAIL ou entre em contato pelo meu SITE.

Um abraço e até mais!


ps.: Quer ter suas músicas no teu blog também ou simplesmente todas as músicas que gosta em qualquer lugar do mundo? Eu gostei do GROOVESHARK! Para me seguir lá é só ir ao meu PERFIL.

=]

22.2.12

Você é o que você compartilha

Todo mundo sabe que hoje, com o mundo em rede, os amigos estão ou podem estar "presentes" na nossa vida quase o tempo todo.
Esses amigos podem ser: os primos, os tios, os colegas da escola ou do trabalho e até mesmo aquele seu vizinho que quase nunca te cumprimenta enquanto espera o elevador, mas te adicionou no Facebook.
Porém, hoje vamos falar daqueles amigos de verdade, ou melhor, da nossa relação com eles.


O amigo de verdade é aquele com quem você realmente se preocupa. A pessoa que não vai te responder "tudo bem" só porque é mais conveniente. À quem deseja-se "Feliz Aniversário!" com toda a sinceridade e se preocupa em escolher um presente que seja "a cara dele". É dele que se lembra quando vê aquele filme, come aquela comida, viaja para aquele lugar. É de quem você ri sem se segurar quando o vê caído.

A pergunta é: o que você compartilha com esse amigo?
Uma verdadeira boa amizade é aquela útil. Que não se resume a dividir piadas e fofocas. Dois amigos ou mais são melhores quando te ensinam algo sério também, discutem política, economia, trabalho, educação, arte ou religião.

O que te faz lembrar do seu melhor amigo? Só uma piada? Ou aquele site interessante? (Que interessante seja bem interpretado como diferente de divertido).

Seja e queira amigos melhores. Dê um upgrade na sua rede. Compartilhe cultura, educação e política. FAÇA arte, política e etc com eles.






Interessantealize-se!

16.1.12

"Attraversiamo"

Sentada em frente a máquina, a moça observa a tela. Um dos itens pergunta inocentemente "Quem é você?".
Tantas outras vezes já questionara a si mesma sobre isso... Mas agora parece ser diferente. Há algo em seus pensamentos que a deixa incomumente curiosa sobre si mesma. Talvez porque essa não é mais uma questão isolada. Nesse momento ela vem acompanhada de uma outra cuja resposta é ainda mais incógnita. "Quem vou ser?".
Inspirada pelo momento de transição, é como se seu cérebro repassasse os acontecimentos recentes enquanto imagina os remotamente vindouros.
Deixou tantas coisas pra trás... E ali, nesse instante, procura respostas de si mesma. Respostas estas que são influenciadas pelas coisas que deixou.


Quem é você:
"Sou uma moça a fim de me acostumar com esse novo substantivo que veio substituir o 'garota'. Alguém em busca de compreender mais e ser compreendida, que tem procurado a calma e a paciência perdidas nos últimos tempos. Pessoa que prefere reverenciar com o silêncio quando sabe que se sentiria hipócrita ao demonstrar pena e preocupação com alguns desastres. Mas que ainda se preocupa mesmo quando a dizem 'não se preocupe com isso'. Jovem capaz de chorar com raiva de si mesma, mesmo sendo racional. Que do alto de seus poucos e limitados sentimentos tem aprendido a sentir falta de pessoas. Sou a Sophia que ri, briga, chora, pensa e pensa mais. E usa os pensamentos pra sentir."


Porém, Sophia tinha que se resumir em poucos caracteres. Era tanta e pouca coisa ao mesmo tempo. Alguém em busca de uma palavra que a resumisse e a sua vida ainda curta.




--


Título com referência ao filme "Comer, rezar, amar". - Não tão bom assim...

21.1.11

Indiferença


Guardei na última gaveta do meu criado-mudo
um arco-íris colorido.
O mais belo que pude fotografar
e pensei em lhe entregar

Só que naquela noite você não sorriu.
Foi quando o brilho dos meus olhos sumiu
E pude ver que tudo o que plantei
seria levado pela chuva que eu tanto evitei

As taças voaram ilustrando sua ira
A ira mais que solitária...
Não pude agir
enquanto ouvia seu coração rugir

Rasguei a mais bela bela foto
e hoje não me importo.
A vida continua
mesmo depois de teu espetáculo sob a lua.

E eu continuo caminhando só.


--

Aproveito meu aparecimento para desejar a todos um bom e próspero ano!
E que seus escritos possam, assim como eu espero que os meus também, fazer as pessoas pensarem mais sobre a vida, sobre a sociedade e sobre si mesma.

A foto foi tirada por mim mesma.

16.12.10

Devia chamar abstinência


Finas gotas desciam daquele céu nebuloso. Escorriam pelas janelas dos carros que passavam e levantavam timidamente a lama que estava empossada ali por perto. Já passava das oito e meia da noite e Maristela estava na rua de um bairro desconhecido, esperando que um ônibus passasse para que ela voltassem, enfim, para o aconchego de seu lar.
Os pais deviam ter saido de casa, e provavelmente estavam em algum lugar onde não podiam atender ao celular. Lhe restava terminar o domingo assim... Esperando no ponto, em companhia de um travesti. Ela estava de vestido florido, ele de short jeans minúsculo e agarrado que o incomodava no andar. Maristela tapava a brisa com um sueter azul claro, ele com uma justa e curta blusa de malha acompanhada de uma jaqueta também jeans. Seus cabelos eram longos, naturalmente lisos e negros, os dele curtos, com manchas louras, um enrolado indefinido...
Uma luz despontou no começo da rua e o travesti veio na direção de onde ela estava:
- Ai! Que ônibos demorado!
A seta piscou anunciando que ia dobrar à esquerda:
- Aaah! Não acredito! Ainda não é esse?!
- Acho que não.
Maristela sentiu-se sem cultura, estava ali, ao lado de um tipo de criatura entre as que mais sofrem preconceito no mundo, alguém que provavelmente já tinha vivido o dobro de sua vida, um homem (ou mulher, como desejar) que não tinha o que perder para a vida.
Era daquilo que precisava, VIVER. Só assim sua vida passaria a significar algo para alguém, para o mundo. Não se tratava de repetir o que aquele travesti fizera. Tratava-se saber o que queria, definir seu futuro e esforçar-se para que se tornassem realidade todos os seus sonhos. Não foi sentado, esperando o dinheiro dos pais que Marcos Pontes chegou à Estação Espacial, que Carol Castro havia se tornado uma excelente atriz, que Edson Celularia tinha conquistado o Brasil através da Globo.

Ainda caiam aquelas gotas quando o taxi deixou a jovem no portão do condomínio.
Ela correu pelas vielas até chegar em casa. Liberou rapidamente as portas e sentou-se na frente do computador. Abriu um arquivo de texto e começou a teclar tudo aquilo que a sua mudança de mundo, pelo menos por um dia, tinha lhe proporcionado aprender e observar. Não poderia variar sua inspiração em um momento de ideias saturadas se não tivesse ido entregar seus velhos brinquedos naquela instituição de caridade em plena favela.

--

Olá, olá, olá pessoas!
Estou aqui graças à cozinha. Minha mãe me mandou para lá e eu voltei com a ideia desse texto.
Tenho mais uma coisinha para compartilhar com vocês: criei um Flickr . Algo que eu gosto de fazer de um jeito que me dá menos trabalho do que o blog, porém, não mais prazer!
Espero que gostem!

19.7.10

True Colors

Eu sabia que eu estava me preocupando demais com você, não é?! Pouco tempo se passou. O meu preenchido de lembranças, em confusões de saudade e costume de pensar em ti. Mas é bom te ver sorrindo assim novamente, querida!
Por certo você já tem agora um alguém menos cheio de complicações, com AMOR para dar e vender. Um amor que eu me recusei a te dar nesse meu mundo de pensar, pensar e ainda assim, errar pensando em acertar.
Mas sou firme. Não acho que eu tenha errado, embora o mundo conspire, muitas vezes, a favor dos sentimentais. Afinal, é tão mais belo e colorido lutar pela felicidade, não é?! Lutar como casais de filmes, livros, novelas... Só que na vida, muitas coisas são em preto e branco, em escala de cinza.
Por um lado sinto-me melhor te vendo assim de braços dados com o pôr-do-Sol. E por outro, confesso, frustro-me ainda mais pela esperança perdida de que você fosse forte. Forte e paciente. Só que esses são realmente dons que nem todo mundo tem. Foi o desapontamento, a continuação dele. Afinal, quem desiste assim tão fácil não combina com mentes sonhadoras.
Então, siga em frente. Apenas, sem nenhum objetivo, sem cobranças a si mesma.

--
No final das férias me veio inspiração para escrever alguma coisa como aquelas de antigamente!

14.7.10

Political Seduction

As pessoas se esquecem de sorrir e dizem que é porque não sabem quais músculos mover. Mas quando alguém lhes faz cócegas, se aborrecem logo e as coisas se encerram por aí.
E assim são muitas outras coisas...
Justificam que não podem praticar esportes porque não têm tempo, quando muitas vezes se empenharam para preencher seu dia. Reclamam dos políticos enquanto lavam as calçadas com mangueiras. Dizem que estão sem dinheiro sem contar a quantidade de coisas fúteis que possuem. Comentam a anorexia negativamente e admiram as "fashion magazines". Fazem cara feia para os assassinos enquanto aplaudem os políticos corruptos.
Aliás, esquecemOS, dizemOS, aborrecemOS, justificamOS, reclamamOS, comentamOS e fazemOS. Falamos dOS outros. São sempre nós mesmos que também mentimos sendo hipócritas, roubamos a liberdade alheia, jogamos o tão metaforado "jogo da vida".
Enquanto isso, alguns escrevem num esforço de autoconscientização.
É o filme. OS tentadores.


PS.: Esforço no triplo sentido da última frase.

8.7.10

Camareira

Camareira. Essa é uma profissão misteriosa.
Imagine você que camareiras são pessoas desconhecidas, que entram no quarto que você estiver hospedado (a) no hotel, mexem nas roupas de cama que você usa, nas toalhas que você se seca e sabe se lá o que passa por sua cabeça enquanto arruma as coisas que nós bagunçamos.
Estou pensando isso por estar, nesse exato momento, sobre uma cama que uma dessas mulheres (é... homem são incomuns nessa profissão) arrumou.
Como não poderia deixar de ser, arrumou quando ninguém desta família estava presente.
Fico imaginando agora o quanto da nossa vida ela pode saber.
O par de malas e as três camas com resquícios de gente que dormiu, as toalhas molhadas por secar no banheiro, os petiscos trazidos de casa, as roupas penduradas no guarda-roupa, as bolsas semi-abertas em cima do criado-mudo...
São tantas coisas que podem ser descobertas. E ao mesmo tempo, nada. É como a gaveta de criado-mudo aberta, de Mario Prata. (Procure ler "Minhas Criado-mudo").
A camareira vem, arruma, vai embora. A gente vem, bagunça e vai embora. E mesmo com tantas intimidades expostas, nós provavelmente nunca nos veremos nem saberemos algo concreto. Estranho, não?!

13.1.10

Cadência magia

Mais uma vez ao ritmo do coração, e aqui estamos nós. O salão é nosso e o público desaparece. Apenas nossos corpos se movimentando de lá pra cá e nossos olhares perfurando um o do outro.
Os solados escorregam levemente pelo chão de madeira encerada enquanto você abotoa meu tronco em seus braços tensos. Lá fora cai a neve, enquanto aqui não precisamos de uma fogueira nem de algo parecido!
A cadência dos nossos corações nos aquece a face e faz enrubecer a pele maciça de suas pernas ágeis.
Cadeiras afastadas, luzes sobre os bailarinos, músicos a postos e instrumentos sendo explorados.
Os fios de cabelo misturam-se ao suor da testa lisa. E dentro deste cérebro nada mais se passa. Concentramo-nos apenas nos movimentos que nos fazem voar baixo pela pista.
Impossível descrever com precisão o que se passa em nossas veias enquanto elas são lavadas pelos membros de um lado ao outro, recheadas de adrenalina recém produzida.
A incapacidade ao escrever mas não em sentir intensamente o quadril se remexendo de lá para cá. Para frente e para trás. Ruflam os tambores e a dança continua.
A platéia, antes boquiaberta toma a pista e juntos levamo-nos ao delírio com tantos sons, movimentos e olhares numa única noite.
Depois de uma tarde de ensaios numa cidade argentina, iluminada por tochas...


--


Devo comunicar que quando se trata de escrever sobre coisas intensas demais, prefiro as frases curtas, enquanto descrevo as coisas e partes, às vezes pulando algumas.


Espero que gostem e deixem seus valiosos comentários!

9.1.10

Mas... (Parte IV - Final)


- Eu sei que você não liga pra isso, mas custa ir à festa. Pela sua mãe!

- Vinícius, não adianta discutir. Você vai me dar cobertura e pronto!

- Sabia que tenho amor à vida? Diferente de você...

- Mas pra quê serve tudo isso? Minha mãe podia fazer uma festa pra ela. Agora, eu? Ah, obrigada! Recuso-me a participar desse teatro.

- Por que você não pede pro Dougie?

- Hã?! Aquele tapado não sabe mentir. Sem te chamar de mentiroso, ok?!

- Ta bem. Tu sabe que eu gosto de uma aventura, né?! Mas será que eu não posso conversar com a tua mãe pessoalmente. Quero só ver a cara da tia na hora que eu der a notícia. Ha! Ha! Mó barato!

- Isso, isso! Divirta-se enquanto o seu lobo não vem...

Era simples. Só mais alguns dias e eu poderia finalmente sair desse mundo todo cor-de-rosa e bordado por mãos de fadas. Não teria mais o tédio da minha mãe pegando no pé por causa das calças rasgadas, da música no último, dos livros macabros e das camisetas largas. Desfrutar da liberdade e só querer uma coisa nem tão simples assim: mudar o mundo!

Conseguir um emprego na antiga agência de publicidade que meu pai trabalhava tinha sido mais do que uma vitória, mas uma conquista que me fez pensar que mais importante do que uma festa de debutante mimada, é lutar por um ideal muito mais carente de adeptos do que uma diversão com amigos nada presentes!

Meu presente de aniversário seria algo além de camisetas bonitinhas, kits de maquiagem, LP’s de bandas populares e canetas fofas. Seria poder viver no mundo, para o mundo e com o mundo!

Adeus passado!

Devo dizer que exatamente às três horas do dia vinte e três de novembro de mil novecentos e setenta e três, meu pai foi me buscar no portão de casa. Era o dia do meu aniversário e seu presente para mim foi me levar até São Paulo, onde eu começaria a lutar por um Brasil livre da ditadura militar.

Vivi sem mãe desde os quinze anos e não posso dizer que me arrependi. Pois hoje eu não estaria aqui para contar a vocês como um adolescente pode salvar o mundo. Porque afinal, adolescentes também pensam!




Não viu o conto inteiro?
Parte I
Parte II
Parte III

--


Finalmente, ou não, chegamos ao fim desse conto!
Espero sinceramente ter surpreendido vocês. Se perceberem, a playlist que eu coloquei no post passado tinha a ver com o estilo de música da nossa personagem principal. E as bandas são as da época em que se passa a história!
Deixem seus comentários, por mais simples que sejam. Só assim saberei a real opinião pelo meu texto!!




Ps.: Dessa vez estou sem foto. O upload está demorando muito. Edito a postagem qualquer hora dessas...

4.1.10

Mas... (Parte III)


 - Mari, a Julinha te ligou e disse que faltou hoje porque os pais foram viajar e ela passou mal.
 - Humpf! E de que adianta? Ligar agora... Eu tive que apresentar aquela droga de trabalho sozinha. Sabia que fui eu quem fez ele inteiro também?! Se ela ligar de novo diga que eu não estou, por favor.
Sempre o mesmo ritual. Largar a mochila em qualquer canto do quarto – que dessa vez deve ter sido limpo pela Dora, a assistente da mamãe -, colocar um som do Queen, e me jogar debaixo de um chuveiro com a água muito gelada.
Enquanto me deliciava com mais uma das coisas simples que me dão prazer o telefone tocou e eu sai correndo com a toalha pendurada no ombro, pingando água e no ritmo do rock que tocava. Atravessei o quarto correndo me apoiando nos móveis.
Escorreguei e caí enquanto puxava o telefone do gancho.
A voz masculina do outro lado fez disparar meu coração! Não, não. O leitor pode achar que era meu namorado. Mas não. Até porque não tinha um. Na minha opinião ainda era muito cedo pra isso. Tratava-se do senhor meu pai, que eu não via há um mês, enrolada que estava com as ocupações que minha mãe propositalmente me impunha!
 - Alô! Pai! Mãe, deixa que eu falo com ele... Por favor.
 - Vê se não demora senão vai alagar o quarto.
 - Mãe!
 - Alô! Marina?!
 - Oras pai, que outra filha você tem?
 - Ha! Ha! Ha! Sempre de bom humor!
 - Você acha? Que bom... Bem, vou ser breve porque você deve estar muito ocupado, como sempre, aí na redação! É que eu não sei se a mamãe te mandou o convite. Pr’aquele meu aniversário sabe?
 - Sei, você sempre reclama dele... E sim. Sua mãe me mandou o convite.
 - Ia te pedir pra não ir...
 - Hã?! Mas tua mãe vai me colocar na cruz por isso, sabia!
 - Não. Se ela colocar vai fazer isso com nós dois, ok?!
 - Ok! Combinado então. Te busco no dia?

 - Sim. Às três!




Não conferiu as partes anteriores?


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Bem, espero que continuem gostando e deixando seus comentários por aqui!
Ainda não disse, e como dessa vez não tenho muito o que falar... As fotos que ilustram o conto "Mas..." foram tiradas por mim mesma, aqui em casa. Contam com uma edição no Word! Hahahah! Já que eu não tenho muita paciência e nem programas de Photoshop!


Um abraço e bom começo de ano!

31.12.09

Once upon a time 2009

Interrompemos essa série de postagens em sequência para desejar a todos os seguidores ou possíveis visitantes do "Fofocando Pensamentos" um feliz ano novo e próspero 2010, repleto de saúde, paz, harmonia, felicidades, família e aprendizado.

Esse blog passou em branco seu aniversário, no meu próprio aniversário, no Natal que eu não comemoro, na Páscoa que eu também não comemoro, morte de Michael Jackson e Lombardi, estréias de filmes e tudo mais, mas eu não deixaria passar o reveillon!
Desejo tudo isso aí de cima com sinceridade, para todos os peregrinos que aqui passarem...

Nunca fiz muitos planos para essas épocas de passagem de ano, nem sou de muitas retrospectivas. O que passou, passou e o que está por vir acontecerá segundo o próprio curso da vida, sem necessidade de muitos planejamentos e intervensões minhas!


 Quanto as mudancas do blog, espero deixar o template um bom tempo com o mesmo, até porque, em 2010 estarei com o tempo um tanto reduzido para me aplicar a isso.


Feliz Ano Novo! 2010 vem aí!

28.12.09

Mas... (Parte II)




Como se não bastasse todas as minhas infindáveis provas bimestrais eu ainda estava tendo que encarar toda aquela patricísse de superarniversário.
Na verdade eu nem tinha tanta coisa assim pra me preocupar. Minha mãe já tinha passado um ano se encarregando das mais diversas frescuras que uma festa de debutante pode necessitar.
“TOC! TOC!”
 - Filha, posso entrar.
 - Depende...
 - Do que?
 - É da festa?
 - Não.
 - Comida?!
 - Sim.
 - Então entra!
 - Preparei um lanche... Será que dá pra gente conversar? Eu tenho que resolver algumas coisas.
 - Você tem? Legal. Eu também tenho que resolver quanto é log de 0,001 na base 0,0001.
 - Mas... Marina, você sabe que isso é importante!
 - Hum?! É importante desde quando? Você acha que uma festa de aniversário vai resolver quantos problemas? Ah mãe! Me poupe!
 - Ok! Você ta muito estressada agora...
 - Agora não mãe! Quanto a esse assunto eu SEMPRE estarei estressada.
E como vocês podem perceber, mais uma discussãozinha por causa desse bendito aniversário.
Eu gostaria mesmo de saber o que se passa na mente da minha mãe. Quantas pessoas estão passando fome pelas ruas dessa cidade? Quanto ela está gastando nessa parafernália toda? Será que não dava para ela aproveitar toda essa bonança que a cerca pra ajudar quem realmente precisa?
Pena que pensar assim não vai me fazer mudar o mundo, nem tampouco adiar a data do meu aniversário...


Não viu a parte I? Está aqui ó: AQUI


--
Galera! Estou muito feliz que tenham gostado da primeira parte do texto! Isso realmente tem a ver comigo, que não tive minha festa de quinzes anos em 2008 mas não me sinto arrependida por isso!
Estou com o restante pronto mas ainda devo dar uma pesquisada pra ver se eu não coloquei algumas coisas que não teria muito nexo se juntar tudo.

Por enquanto fico aqui, muito contentinha com os últimos comentários! E valeu a pena reclamar pelos comentários. Hehehe!
Aos ocupados e ocupadas, não se preocupem, eu compreendo bem!
Um abraço e fiquem de olho que por aí vem mais!


Desta vez prometo deixar o template novo até ano que vem, hein?! ;)

23.12.09

Mas...



    - Mas mãe!
 - Nada de reclamações garota! Você vai completar quinze anos e não tem cabimento não fazermos uma festa de arromba para comemorar o aniversário da mais nova debutante! S’imbora!
 - Mas...
 - Mas nada! Quando eu tinha a sua idade o meu maior sonho era de fazer uma festa gigante e convidar a cidade inteira, mas seus avós não tinham condição. Então a sua festa...
 - Minha festa nada mãe! Isso é mais pra você do que pra mim. Quem está mais empolgada aqui? Só porque agora a gente tem dinheiro não quer dizer que você TEM que fazer uma festa pra mim. Você sabe que não faz meu tipo...
 - Eu? Oras, Pois saiba que a senhorita vai acabar gostando e muito desse mimo todo, certo?
 - Não. Errado.
Nesse momento saí da sala querendo atirar os vasos de vidro em quem aparecesse na minha frente. Subi as escadas correndo e passei pela porta do meu quarto tropeçando nas coisas pelo chão. Calcei meu All Star mais sujo (leia-se o mais confortável), vesti um jeans e uma camiseta largos e estava pronta pra sair quando “mamãe” se postou na estrada do corredor dos quartos.
 - Você vai assim? ASSIM?
 - Qual o problema, além de ir a um lugar contra a minha vontade, pra resolver problemas que nós poderíamos evitar e organizar uma festa que eu não quero ainda tenho que me embelezar?
 - Não exatamente, mas vai provar um vestido com essa roupa minha filha?
 - Sim.
Acho que ela estava começando a ceder. Me deixou continuar do jeito que estava, mesmo com o nariz franzido.
Saímos para a missão quase impossível. Encontrar alguns vestidos que eu não achasse tão ruim assim pra minha festa de quinze anos.
Humpf! Debutante... Grande coisa!


--
Resolvi oferecer a vocês, leitores, algo além de textos sobre meus sentimentos. Trata-se de uma série de postagens (talvez cinco) que juntas resultam em um conto, que como vocês podem imaginar será diferente pelo fato de eu nem sempre deixar claro o que eu penso. Naquele simples ritmo de tentar fazer vocês pensarem! Espero que gostem e sigam até o fim!


Devo dizer que ultimamente tenho sentido falta de comentários... Você que aparece por aqui eventualmente ou com frequência, deixe seu comentário e faça dessa pobre blogueira, uma blogueira feliz!


Abraço!

20.7.09

Colapso risante

Há dias que você se sente meio assim... Sei lá, quando ao invés de colocar o telefone sem fio no gancho você coloca uma caneta que está na sua mão, quando todas as músicas falam a mesma coisa em línguas diferentes, quando tudo o que você fala não passa de bobagens, quando por mais que as coisas sejam engraçadas não dá vontade de sorrir.
São dias, como diria Bo, neutros.
A coisas correm normais, o frio esfria calmamente, a água congela isolando os peixes do céu e os amigos viajam curtindo as férias.
Não é solidão, amor, tristeza, nem depressão. Só um dia qualquer.
E eu aqui, tentando rir das minhas piadas, das histórias contadas por amigos que são normais, escrevendo um post meio sem sentido, arrumando minhas malas pra fugir de casa e procurar um pouco de emoção e aventura lá pros lados do Alasca.

11.7.08

Quanto tempooo..


Oh.. parece q estou só novamente...a Mih não comentou a última postagem... msm assim, estou pensando em esrever um livro aki no blog... só tenho q criar coragem.. acho q é só...