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5.12.12

O início do fim


Não, eu não preciso disso. Não agora. Já estou farta dos problemas por hora.
Tudo o que eu desejo é um pouco de apoio e compreensão. Eu sei que o mundo não é perfeito, que não é porque não está tudo mil maravilhas no momento que devem me passar a mão na cabeça. Mas isso agora não. Me recuso a ter que lidar com a irracionalidade de focar em coisas desobjetivas. Me recuso a suportar chantagens quando me esforcei para ser racional e argumentativa. Não quero ver jogada fora a minha retórica, vencida injustamente por falácias de mentes férteis em demasia. Me nego. Mas não me movo. Não por enquanto. Mas eu sei que devo reagir. Sofrivelmente tenho essa necessidade. De mostrar, pelo menos uma vez, que eu luto pelo que quero. Se já ainda não foi suficiente o esforço no decorrer desse ano todo, devo usar minhas últimas fagulhas de ânimo e não me deixar vencer pelo que - ou por quem - é menos racional.

29.2.12

Vou ali passar no vestibular e já volto


Olá,

é com muito pesar que comunico aos amigos e seguidores que estarei ausente durante um bom tempo aqui do blog. Minha vontade de escrever continua viva, porém, preciso me afastar para estudar para o vestibular que eu NÃO passei.

Espero poder voltar com boas novidades e com os projetos que eu tenho em mente sendo colocados em práticas, inclusive os que tenho para o blog.

Agradeço a todos por estarem presentes e recomendo que leiam meus textos antigos e analisem minhas mudanças, além de conferir a playlist recém adicionada ali na barrinha do lado e alguns blogs que eu sigo e são muito bons! É só clicar AQUI.

Quem quiser me contatar durante esse tempo, me mande um E-MAIL ou entre em contato pelo meu SITE.

Um abraço e até mais!


ps.: Quer ter suas músicas no teu blog também ou simplesmente todas as músicas que gosta em qualquer lugar do mundo? Eu gostei do GROOVESHARK! Para me seguir lá é só ir ao meu PERFIL.

=]

16.1.12

"Attraversiamo"

Sentada em frente a máquina, a moça observa a tela. Um dos itens pergunta inocentemente "Quem é você?".
Tantas outras vezes já questionara a si mesma sobre isso... Mas agora parece ser diferente. Há algo em seus pensamentos que a deixa incomumente curiosa sobre si mesma. Talvez porque essa não é mais uma questão isolada. Nesse momento ela vem acompanhada de uma outra cuja resposta é ainda mais incógnita. "Quem vou ser?".
Inspirada pelo momento de transição, é como se seu cérebro repassasse os acontecimentos recentes enquanto imagina os remotamente vindouros.
Deixou tantas coisas pra trás... E ali, nesse instante, procura respostas de si mesma. Respostas estas que são influenciadas pelas coisas que deixou.


Quem é você:
"Sou uma moça a fim de me acostumar com esse novo substantivo que veio substituir o 'garota'. Alguém em busca de compreender mais e ser compreendida, que tem procurado a calma e a paciência perdidas nos últimos tempos. Pessoa que prefere reverenciar com o silêncio quando sabe que se sentiria hipócrita ao demonstrar pena e preocupação com alguns desastres. Mas que ainda se preocupa mesmo quando a dizem 'não se preocupe com isso'. Jovem capaz de chorar com raiva de si mesma, mesmo sendo racional. Que do alto de seus poucos e limitados sentimentos tem aprendido a sentir falta de pessoas. Sou a Sophia que ri, briga, chora, pensa e pensa mais. E usa os pensamentos pra sentir."


Porém, Sophia tinha que se resumir em poucos caracteres. Era tanta e pouca coisa ao mesmo tempo. Alguém em busca de uma palavra que a resumisse e a sua vida ainda curta.




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Título com referência ao filme "Comer, rezar, amar". - Não tão bom assim...

3.11.11

20 para os 18

Incrível como posso ser julgada como fraca. Incrivelmente triste perceber que eu sou capaz de pensar na hipótese ou realmente me afastar de pessoas que gosto para não vê-las idiotizar e me sentir incapaz de fazê-las perceber isso...

Triste perceber que eu sou incapaz de sacrificar meus ideais de bons e sábios amigos visando a continuidade de um relacionamento de amizade. Antes, me afasto ao ver o quão bestas algumas pessoas se tornam, sem dizê-las o que eu penso sobre seu comportamento.

Pior é ver as pessoas que não só bestializam a si mesmas, mas também influenciam colaborando para mais bestializações ao redor de si, e por eu ainda estar fisicamente perto dessas, sinto a bestialização de mais gente próxima a mim. Mais amigos que são tomados por essa espécie de  vírus contagioso que transforma as pessoas e nos afasta delas sem que elas necessariamente sintam nossa ausência.

São pessoas por quem eu sempre costumei nutrir um afeto belo e construtivo. Pessoas que eu, durante anos achei que poderia contar pro resto da vida. Gente como eu. Normal, ou quase isso. Pessoas com valores iguais ou muito parecidos com os meus, conceitos semelhantes. Mas que se deixaram influenciar por comportamentos fúteis, contagiar por pensamentos infantis.

Não que eu ache completamente ruim a ideia de ser para sempre uma criança. Mas acredito que há diferenças entre "não deixar a criança de dentro de nós morrer" e ser imaturo para sempre. Ser maduro não significa necessariamente ser velho.

Enquanto isso, continuo aqui calada. Fraca o suficiente para me sujeitar aos ideais idiotas de quem um dia eu acreditei que fosse igual a mim, mas forte o suficiente para suportar afastamentos.


Mas talvez seja só uma questão de mudança em MIM e não nos outros. Mudanças que nos últimos meses tenho notado o quão expressivas se tornaram. Mudanças trazidas pela idade. Pelo 18º andar que se aproxima. O tal amadurecimento. Mas isso é uma outra história...


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O blog está de volta ao endereço original. =T

28.6.11

Ainda seremos os mesmos, como nossos pais

Talvez hoje eles dirijam por aí tão preocupados que já não se lembram mais. Estão tão ocupados que não têm tempo para as memórias. Correm tanto para lá e para cá que estão sempre cansados demais para pensar no que viveram. E talvez, mas só talvez, eles tenham esquecido.

O tempo passou para eles. E também vai passar para nós. Irá nos embaralhar os momentos vividos, confundirá os nomes e as datas. E talvez nós também não nos lembremos.

Não nos fará mal lembrar, mas o tempo, o mesmo que passou, vai ser pouco. Vai ser repleto de afazeres e compromissos. Será cruel e nós nos tornaremos “cruéis” junto com ele. Nossa crueldade vai deixar nossos momentos vividos empoeirados em um canto obscuro das nossas mentes.

Já não pensaremos nos “problemas” que nos fizeram evoluir. Nas tempestades em copo d’água que nos trouxeram amadurecimento. E só lembraremos, de vez em quando, do que permanecer.

E talvez, só talvez, realmente esqueceremos muitas coisas. Mas talvez seja mais provável que prefiramos não lembrar.

5.6.11

Um passo atrás

Certa da fraqueza, de algo não exatamente certo.
Duro assumir à quem se dissera capaz, que não conseguiria fazer o planejado. Incomodante perceber sua incapacidade de agir do modo mais "cruel". Quando se quer e sabe o que fazer mas o tremor, o peito acelerado e o frio na ponta dos dedos impedem.
É... Sofia sabia bem do que era ou não capaz. Ou pelo menos achava que sabia.

E assim somos a maioria de nós. Sempre achamos que sabemos. Sempre achamos que pensamos ou planejamos do jeito certo. Até não conseguirmos fazer o que julgamos ter capacidade para.
Aí voltamos atrás e somos obrigados a reconhecer nossa fraqueza. Nosso ponto frágil. Pode ser duro, causar uma sensação de impotência ou para a menoria pode ser indiferente.
Frustrar-se consigo mesmo.
Pode não ser tão ruim quanto a decepção com outra pessoa, mas faz alguns tijolos cairem. Desestabiliza e de certa forma você perde a "fé" em si mesmo. Passa a não confiar tanto no seu taco.

Mas passa. Passa e nem percebemos muito bem o quanto demora. E voltamos a achar que somos capazes de tomar as atitudes julgadas certas mesmo em momentos complicados...

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Me desculpo mais uma vez pela ausência?
Ok. Até eu cansei de mim mesma com essas desculpas.

4.4.11

Quem nunca teve ou terá?!

Às vezes a gente pensa que tudo seria mais fácil e leve se as pessoas não esperassem nada de você, se as expectativas delas fossem sempre baixas em relação a ti, se parecesse tão despreocupado com a vida, que qualquer coisa que fizesse fosse motivo de admiração.

Mas não é assim quando a sua vida inteira você sempre quis fazer do jeito certo, o seu melhor, o que todo mundo sempre achou que era algo nato seu (e por vezes você também)... Ou até mesmo quando a vida toda tudo parecia tão fácil!

Aí então chega um momento onde você deveria se esforçar o máximo porque o obstáculo é grande, onde você deve decidir a sua vida. Mas você não aguenta mais. Não tem mais ânimo para dar o seu melhor, todo o seu esforço.

E todo mundo esquece o quão bom você foi até ali. Só querem saber do quão suficientemente bom você ainda pode ser e quanto ainda pode dar de si para superar o tal obstáculo.

Bate um desespero, misturado com ansiedade, medo, vontade de jogar tudo para o alto... Mas as coisas não são tão simples assim. Porque há um outro lado de você mesmo que tem consciência e concorda com tudo o que eles dizem. Só que esse lado parece tão fraquinho, coitado...

16.12.10

Devia chamar abstinência


Finas gotas desciam daquele céu nebuloso. Escorriam pelas janelas dos carros que passavam e levantavam timidamente a lama que estava empossada ali por perto. Já passava das oito e meia da noite e Maristela estava na rua de um bairro desconhecido, esperando que um ônibus passasse para que ela voltassem, enfim, para o aconchego de seu lar.
Os pais deviam ter saido de casa, e provavelmente estavam em algum lugar onde não podiam atender ao celular. Lhe restava terminar o domingo assim... Esperando no ponto, em companhia de um travesti. Ela estava de vestido florido, ele de short jeans minúsculo e agarrado que o incomodava no andar. Maristela tapava a brisa com um sueter azul claro, ele com uma justa e curta blusa de malha acompanhada de uma jaqueta também jeans. Seus cabelos eram longos, naturalmente lisos e negros, os dele curtos, com manchas louras, um enrolado indefinido...
Uma luz despontou no começo da rua e o travesti veio na direção de onde ela estava:
- Ai! Que ônibos demorado!
A seta piscou anunciando que ia dobrar à esquerda:
- Aaah! Não acredito! Ainda não é esse?!
- Acho que não.
Maristela sentiu-se sem cultura, estava ali, ao lado de um tipo de criatura entre as que mais sofrem preconceito no mundo, alguém que provavelmente já tinha vivido o dobro de sua vida, um homem (ou mulher, como desejar) que não tinha o que perder para a vida.
Era daquilo que precisava, VIVER. Só assim sua vida passaria a significar algo para alguém, para o mundo. Não se tratava de repetir o que aquele travesti fizera. Tratava-se saber o que queria, definir seu futuro e esforçar-se para que se tornassem realidade todos os seus sonhos. Não foi sentado, esperando o dinheiro dos pais que Marcos Pontes chegou à Estação Espacial, que Carol Castro havia se tornado uma excelente atriz, que Edson Celularia tinha conquistado o Brasil através da Globo.

Ainda caiam aquelas gotas quando o taxi deixou a jovem no portão do condomínio.
Ela correu pelas vielas até chegar em casa. Liberou rapidamente as portas e sentou-se na frente do computador. Abriu um arquivo de texto e começou a teclar tudo aquilo que a sua mudança de mundo, pelo menos por um dia, tinha lhe proporcionado aprender e observar. Não poderia variar sua inspiração em um momento de ideias saturadas se não tivesse ido entregar seus velhos brinquedos naquela instituição de caridade em plena favela.

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Olá, olá, olá pessoas!
Estou aqui graças à cozinha. Minha mãe me mandou para lá e eu voltei com a ideia desse texto.
Tenho mais uma coisinha para compartilhar com vocês: criei um Flickr . Algo que eu gosto de fazer de um jeito que me dá menos trabalho do que o blog, porém, não mais prazer!
Espero que gostem!

2.12.10

Ocorrência

Só uma tristeza sem precedentes, uma vontade de pedir desculpas por não estar presente ao mesmo tempo em que penso em uma justificativa gasta.
Esse mundo tem me consumido, me deixado com preguiça de fazer qualquer coisa que me consuma neurônios. E tinha que afetar bem isso, essa parte fina do ser humano, o lado belo, a maravilhosa capacidade de pensar e chegar a conclusões que nenhuma outra pessoa pode chegar por você. Decisões e pensamentos unicamente seus, criados e cultivados por ti.
Queria eu voltar, e deixar todos aqueles textos que imaginei quando tinha tempo de sobra para escrever, bem guardados só para eu vir até aqui e deixá-los registrados na esperança de que um dia estudassem sobre mim, sobre meus escritos, mesmo que chegassem a conclusões errôneas, afinal, você acha mesmo que todos aqueles poetas pensavam mesmo em todas aquelas mirabolâncias?
Mais um último mês se aproxima, e eu espero confiante, ser mais organizada nesse ano que há de chegar, para dar a mim mesma o prazer de fazer o que gosto, tendo trabalho para que VOCÊS gostem.

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Não, não é ataque! Só saudade.
Prometo parar de prometer sobre o "Verdades convenientes", e Mariana, fiquei realmente muito feliz de você ter percebido minha ausência, mesmo sem eu ter aparecido no teu blog! Saudades de lá.

12.9.10

Eita mundo bão!

Eu tento, eu bem que tento socializar com pessoas que pensam diferente de mim pra tentar ajudar. Mas parece que elas não querem mesmo progredir.
Riem. Riem felizinhas, achando que o mundo, a escola, as coisas são só mais umas chatisses que elas têm que enfrentar de segunda a sexta e devem ignorar no final de semana colorido delas.
Sim, eu tento me empenhar em fazer as coisas para além de mim. Mas cansa, cansa a beleza, a cabeça, os ossos, a pele.
Não que eu tenha desistido. Só que desanima ver que as pessoas que farão o seu futuro pouco se importam para ele e que se importam menos ainda para o seu discurso reformado e transfigurador de realidade. Porque afinal, as coisas são muito mais fáceis do jeito que estão, sem o sacrifício de se empenhar por algo que parece tão distante, por alguma coisa que os pais já montaram e moldaram os filhos para se adaptar.
Escrevo agora em um verdadeiro momento de raiva com a minha geração. Será que é tão difícil assim se preparar para o que der e vier? Escrevo sem narrador, sem eu lírico. Neste momento sou eu mesma, Joyce, falando sobre o tipo de jovens adolescentes que eu convivo, que eu sou de certa forma obrigada a aturar sem ter espaço para lhes aconselhar... Afinal, quem sou eu mesmo, só uma mocinha realista e anormal.

É. Sou mesmo anormal! E muito obrigada pelo elogio.


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Esse ainda não é o meu texto sobre verdades conveniente. Volto daqui uns dias para postá-lo.

14.7.10

Political Seduction

As pessoas se esquecem de sorrir e dizem que é porque não sabem quais músculos mover. Mas quando alguém lhes faz cócegas, se aborrecem logo e as coisas se encerram por aí.
E assim são muitas outras coisas...
Justificam que não podem praticar esportes porque não têm tempo, quando muitas vezes se empenharam para preencher seu dia. Reclamam dos políticos enquanto lavam as calçadas com mangueiras. Dizem que estão sem dinheiro sem contar a quantidade de coisas fúteis que possuem. Comentam a anorexia negativamente e admiram as "fashion magazines". Fazem cara feia para os assassinos enquanto aplaudem os políticos corruptos.
Aliás, esquecemOS, dizemOS, aborrecemOS, justificamOS, reclamamOS, comentamOS e fazemOS. Falamos dOS outros. São sempre nós mesmos que também mentimos sendo hipócritas, roubamos a liberdade alheia, jogamos o tão metaforado "jogo da vida".
Enquanto isso, alguns escrevem num esforço de autoconscientização.
É o filme. OS tentadores.


PS.: Esforço no triplo sentido da última frase.

2.5.10

I think, only about me

Eu sei que tenho culpa... Mas também... Ele ficaram zumbindo no meu ouvido que amor tem que ser uma coisa perfeita, enfeitada com flores aromáticas e sem guerras e contendas. Me contaram que ele resiste a chuvas e tempestades, mas não disseram o quão frágil ele poderia ser.
Passei a não acreditar mais nele quando os poetas me disseram que o amor era sonho, utopia e sorrisos mil. Eu já tinha parado de sonhar para simplesmente pensar. Deixei de sentir e me contento agora em apenas raciocinar, utilizar-me deste privilégio humano e ser racional, por vezes até em demasia.
Não quero que penses que eu escolhi criar essa proteção de cristal, que preferi me prender com parafusos que vão espanar se você tentar abrir. Mas saibas que a minha inflexibilidade tende a durar toda a finitude da minha existência. Tão curta existência, eu sei. Curta demais para eu querer brigar por escolhas!
Talvez o tempo, melhor amigo dos cheios de dúvidas, traga-me em algum futuro remoto as respostas de todas as explicações que anseio, as definições que nunca encontrei.
Não posso compreender-te, nem imaginar o que pensas... Só procurar por um momento, nessa ferrovia, onde encontrarei o trem da salvação, que me vai me salvar das minhas angústias.
Eles criaram essa teoria da conspiração e invadiram minha vida medíocre com essas palavras fofas e redondas. E eu, drasticamente as enquadrei numa cela
Pode parecer estranho me ver assim tão introspectiva. Saiba também que o que me consome, boa parte do dia e também das noites de insônia, são essas introspecções. Talvez, algum dia alguém as encontre num papel amarelecido pelo tempo e tire conclusões equivocadas sobre o que um dia fui eu.


9.4.10

Tomo agora esse veneno

Queria saber o que fazer nessas horas. Onde posicionar seu coração, fora da estante, mas fora do pedestal também. Em algum lugar onde não tivesse espinhos e nem algodão. Tenho vontade de ter forças suficiente para fazer a escolha mais sensata, e gostaria de prever o futuro para saber quanto tempo levaria para nos recuperar. Só que mesmo que eu queira ser egoísta, algo me diz que, mesmo que seja por mim, não devo tocar nos assuntos da vida, e sim deixá-la guiar-se por si só. Mas esse meu racionalismo todo me atrapalha. Quando nunca se imagina, as coisas acontecem. E nem sempre acontecem na ordem que gostaríamos que acontecessem... Nem sempre acontecem da FORMA como gostaríamos que fosse. Preferia sonhar, porque sonhos não dão trabalho e imaginações não tem limites, nem crenças, nem distâncias. E eu também não tenho preguiça de imaginar. O que mais desejo é crescer. Fazer nosso futuro valer, na felicidade de cada um, mesmo que há anos luz de distância. Quero mais é poder contar minhas histórias mirabolantes e rir dos desacordos de uma conversa. Quero ajudá-lo a ser melhor por si mesmo. Então, se por um acaso eu vier a nos atropelar, perdoe-me por antecedência.

11.3.10

Relato de um apaixonado

No mais escuro fogaréu sinto-me com os olhos tapados por mãos que pressionam minhas pálpebras e que esquentam ainda mais. Queimo as solas dos meus pés descalços a procura do caminho que será capaz de me levar ao fim, ao destino predestinado, onde os monstros dos meus pesadelos tateiam o ar e o chão à minha procura, para me devorar e ainda assim continuarem famintos, para tragar com ferocidade as próximas vítimas de um ou outro baseado, uma ou outra picada, uma ou outra morte. E mesmo assim caminho apaixonado, ao som do silêncio do furacão onde colocaram minha cabeça. Fungo profundo e sinto o cheiro agradável da minha própria carne podre, mesmo estando cheirando a talco que mamãe trouxe de Paris. Uau! Vou flutuando nesse vento de levar varal, my brother! Uou! Vou levado pela brisa...

7.3.10

Prenda-me quando quiser


Eu estava parado na porta do teatro ouvindo Ode to Joy, de Beethoven. Só ouvindo.
Mas eles resolveram mostrar serviço. Fui tirado do êxtase e puseram-se a me apalpar. As notas ecoavam na minha mente, como nenhuma outra música teve o poder de me fazer sonhar.
Queria poder entrar no teatro, mas todos fugiriam de mim e da minha aparência, e do meu cheiro, e da minha reputação, e da minha falta de sanidade. Mas eles é que me imaginavam louco. Eu sabia que estava são porque podia pensar e achar o que eu quisesse.
Só que bem naquela hora eu fui arrastado para próximo da linha do trem e fui revistado. Nada encontraram em mim. Até porque eu nada possuía como ainda não possuo. Só o que tenho é a mim mesmo, e a minha consciência.
Talvez eu tenha sido preso por não ter nada e por não fazer nada. Apenas vadiar pelas ruas da cidade bela, com meus semelhantes empoleirados na ferroviária, e na rodoviária, e próximo ao prédio grande da prefeitura.
Pode ser também que eles tenham me prendido porque queriam me ajudar, mas os coitados não sabem como é aqui dentro... Sou obrigado a sentir o cheiro do mofo durante o dia todo, e meus colegas de cela me batem, só porque eu não posso rebater. Só porque não posso vê-los.
Ou então me prenderam porque eu falava, já que eu não preciso de meus olhos inutilizados para falar. Mas se me prenderam por isso, saibam eles que eu ainda posso continuar pensando. Minha mente não possui algemas.

22.2.10

Um pouco de realidade

Finalmente venho eu colocar um pouco de realismo neste recinto.
Há alguns dias eu estava sentada atras de uma garotinha na igreja e ela, muitos sorrisos depois, por minha parte, resolveu conversar um pouco comigo:
 - Posso te contar um segredo?
 - Pode!
 - Mais tarde eu vou comer chocolate! - susurrando no meu ouvido.
 - Hum!! Que delícia, heim?!
Ela se virou para frente e continuou saracuteando, para o desespero da mãe.
Foi então que me veio um pensamento. "Crianças são tão puras!"
Uma doce inocência que nós vamos perdento com o passar dos anos e vamos nos poluindo com conhecimento negativo.
Lembro-me que tinha minhas desavenças com a melhor amiga, mas no dia seguinte sempre falava com ela, como se nada houvesse acontecido. Provavelmente também contava segredos assim, aos quatro ventos. E ainda hoje não tenho segredos... Nem para amigos, nem para os colegas, nem para meus pais.
As coisas se tornam mais fáceis quando não precisamos ocultar algo que pulsa dentro de nós.
E sendo assim infantilmente inocente, eu imagino que nós seríamos muito mais humanos.

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Finalmente um pouco de verdade verdadeira nesse blog!!

17.2.10

Outono da Saudade


Rua abaixo descíamos com o vento chicoteando os nossos rostos com nossos cabelos, e espremíamos os olhos para não entrar ciscos. Com sorrisos largos esbanjávamos gargalhadas e os carros passavam ao nosso lado observando o prazer que sentíamos em dividir uma bicicleta.
Parecia um pouco incomum a garota pedalando e o menino apoiado sobre a roda traseira e suas mãos sobre os ombros dela. Enquanto escorregávamos a pressão dos seus dedos aumentavam, e a adrenalina corria solta por nossas veias, em uma louca aventura juvenil!
Naquela cena invertida não nos preocupávamos com freio, viaduto, automóveis ou pedestres. Só pedalávamos à toda velocidade, com uma trilha sonora de rock soando em nossos ouvidos.
Quando alcançamos o fim do viaduto, olhamo-nos nos olhos, com aquela facilidade infantil em ser sincero, e rimos sem saber por quê.
Alguns conhecidos talvez estivessem passando por ali naquele fim de tarde alaranjado de outono quando, segurando cada um de um lado do guidão, subimos a ladeira caminhando lentamente. Lá em cima, as mães esperavam preparando a janta, o banho, as roupas e mais tarde a cama.
Crianças pré-adolescentes, jovens bebês. E hoje somos dois adolescentes ocupados cada um com seu curso de desenho, escola em período integral, curso de línguas aos sábados, encontro com os avós nem tão dispostos assim...
Só que o importante é estar aqui. Não nesse quadrado onde escrevo esse texto, no meu coração, ou mais do que isso, nos nossos cérebros.
E éramos duas crianças de doze anos, ouvindo músicas coloridas, comendo balas dançantes e dançando doces melodias. Em um bailado de bike, video game, pc, iPhones e iPod's.
Derreteu-se nosso tempo, nossa amizade desandou, as ideias criativas saíram da fôrma.

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Ciao! Como estão?
Gente, estou muito feliz com o crescimento do blog que ultimamente tem ganhado bons seguidores!
Peço-lhes que não se limitem só a elogiar e tal. Dê uns toques bacanas, em coisas que eu possa melhorar, porque vocês merecem bons textos!

Obrigada pelas visitas e aos mais antigos aqui, dêem uma olhada nos blogs dos novos seguidores e vice-versa!
Beijo grande!

10.2.10

Racionais e imorais

Já observou como as borboletas voam: Já quis deitar sobre a relva para contar estrelas ou descobrir o formato das nuvens? Pensou na vida antes de dormir? Ouviu as maritacas no fio de eletrecidade e pensou em ser passarinho?
Podemos ser assim ou assado, calmos ou afobados, fortes ou raquíticos, bons leitores ou bons escritores.
Corremos em meio a outros tantos como nós, e desconhecidos por nós. Trabalhamos e estudamos em meio a bilhões de pessoas, em um mesmo mundo de 510 milhões de km². Estamos na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Tentamos chegar à outros planetas, alcançamos a Lua, queremos saber de onde viemos, para onde vamos e quem somos. Inventamos a Internet, o computador, o carro movido a álcool, gasolina, energia elétrica... Compomos sonatas, rock's e funk's.
Somos uma única raça em um só planeta. Com uma única certeza: um dia, todos morreremos.
Temos olhos puxados, cabelos loiros ou pretos chapados, olhos verdes, pele negra, bumbum avantajado, comemos sururu, Mc Donald's, sushi, linguiça, Habib's, pizza, sorvete e mortadela de búfala. Amamos, rimos, choramos, sentimos, pensamos, sofremos, aprendemos e vivemos.
Dominamos as demais espécies e crescemos. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, juntos.
Mas matamos, estupramos, roubamos, brigamos, atropelamos, batemos e prejudicamos.
E tudo, sem parar para pensar que somos só humanos. Porque no final das contas, somos um átomo na baleia azul e um planeta no Universo.


Versão de 28/01/10

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Desculpem-me se mesmo com as postagens atualizadas eu não estou visitando o blog de vocês... Estou deixando posts progamados, então eu posto sem vir aqui!
Quando tiver mais um tempinho... Dá-lhe comentários!

27.1.10

The fear lonely


Escorre sono dos meus olhos mas eu não temo o perigo, mesmo que esse perigo me perfure o peito e faça-o despedaçar como barro secando ao Sol.

Você continua na minha lista dos favoritos. Aquela repleta de pessoas que eu não converso muito. Continuo e até imaginando que eu talvez não esteja em lista nenhuma. Como aquela que não cheira nem fede, não é assim que diz a sabedoria popular?
Estou numa banda com pratos estridentes batendo em minhas orelhas e meu coração bate firme como um tambor. O instrumento dos mais comuns numa banda marcial e o responsável por marcar.
Meu medo está para trás, pisoteado pelas bailarinas que vão á frente.
Como num passe de mágica você surge ao meu lado, reluzente de olhar confiante. Pega-me pela mão que solta as baquetas. Seguimos em linha reta, em direção ao pôr-do-sol mais belo que já tive o prazer de presenciar. Se eu estivesse pensando, naquele momento, ia imaginar que até o ridículo se faz belo quando temos com quem apreciar!
Borboletas rodeiam-nos. O penhasco não me assusta. Quando me aproximo de você... Sua imagem se dissolve feito açúcar na água. Mais uma miragem em meio aos meus longos devaneios.

Sonhos meus, distantes que estão, derramando sobre a mesa gotas espessas. E eu queria apenas, alguém que percebesse que eu tenho sorrisos diferentes em cada situação.

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Queridos seguidores, há quanto tempo não escrevia aqui?! Hehehe! Se for ver, nem tanto assim, mas o suficiente para me dar saudades desse lugar, que não existe e que ao mesmo tempo pode estar em qualquer lugar do mundo.

Foto: Inês Palma "Trata-se do Pôr-do-Sol no Pólo Norte em que a Lua está no seu ponto mais próximo da Terra" retirada de Giographicae

13.1.10

Cadência magia

Mais uma vez ao ritmo do coração, e aqui estamos nós. O salão é nosso e o público desaparece. Apenas nossos corpos se movimentando de lá pra cá e nossos olhares perfurando um o do outro.
Os solados escorregam levemente pelo chão de madeira encerada enquanto você abotoa meu tronco em seus braços tensos. Lá fora cai a neve, enquanto aqui não precisamos de uma fogueira nem de algo parecido!
A cadência dos nossos corações nos aquece a face e faz enrubecer a pele maciça de suas pernas ágeis.
Cadeiras afastadas, luzes sobre os bailarinos, músicos a postos e instrumentos sendo explorados.
Os fios de cabelo misturam-se ao suor da testa lisa. E dentro deste cérebro nada mais se passa. Concentramo-nos apenas nos movimentos que nos fazem voar baixo pela pista.
Impossível descrever com precisão o que se passa em nossas veias enquanto elas são lavadas pelos membros de um lado ao outro, recheadas de adrenalina recém produzida.
A incapacidade ao escrever mas não em sentir intensamente o quadril se remexendo de lá para cá. Para frente e para trás. Ruflam os tambores e a dança continua.
A platéia, antes boquiaberta toma a pista e juntos levamo-nos ao delírio com tantos sons, movimentos e olhares numa única noite.
Depois de uma tarde de ensaios numa cidade argentina, iluminada por tochas...


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Devo comunicar que quando se trata de escrever sobre coisas intensas demais, prefiro as frases curtas, enquanto descrevo as coisas e partes, às vezes pulando algumas.


Espero que gostem e deixem seus valiosos comentários!