5.12.12
O início do fim
29.2.12
Vou ali passar no vestibular e já volto
Olá,
16.1.12
"Attraversiamo"
Tantas outras vezes já questionara a si mesma sobre isso... Mas agora parece ser diferente. Há algo em seus pensamentos que a deixa incomumente curiosa sobre si mesma. Talvez porque essa não é mais uma questão isolada. Nesse momento ela vem acompanhada de uma outra cuja resposta é ainda mais incógnita. "Quem vou ser?".
Inspirada pelo momento de transição, é como se seu cérebro repassasse os acontecimentos recentes enquanto imagina os remotamente vindouros.
Deixou tantas coisas pra trás... E ali, nesse instante, procura respostas de si mesma. Respostas estas que são influenciadas pelas coisas que deixou.
Quem é você:
"Sou uma moça a fim de me acostumar com esse novo substantivo que veio substituir o 'garota'. Alguém em busca de compreender mais e ser compreendida, que tem procurado a calma e a paciência perdidas nos últimos tempos. Pessoa que prefere reverenciar com o silêncio quando sabe que se sentiria hipócrita ao demonstrar pena e preocupação com alguns desastres. Mas que ainda se preocupa mesmo quando a dizem 'não se preocupe com isso'. Jovem capaz de chorar com raiva de si mesma, mesmo sendo racional. Que do alto de seus poucos e limitados sentimentos tem aprendido a sentir falta de pessoas. Sou a Sophia que ri, briga, chora, pensa e pensa mais. E usa os pensamentos pra sentir."
Porém, Sophia tinha que se resumir em poucos caracteres. Era tanta e pouca coisa ao mesmo tempo. Alguém em busca de uma palavra que a resumisse e a sua vida ainda curta.
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Título com referência ao filme "Comer, rezar, amar". - Não tão bom assim...
3.11.11
20 para os 18
28.6.11
Ainda seremos os mesmos, como nossos pais
Talvez hoje eles dirijam por aí tão preocupados que já não se lembram mais. Estão tão ocupados que não têm tempo para as memórias. Correm tanto para lá e para cá que estão sempre cansados demais para pensar no que viveram. E talvez, mas só talvez, eles tenham esquecido.
O tempo passou para eles. E também vai passar para nós. Irá nos embaralhar os momentos vividos, confundirá os nomes e as datas. E talvez nós também não nos lembremos.
Não nos fará mal lembrar, mas o tempo, o mesmo que passou, vai ser pouco. Vai ser repleto de afazeres e compromissos. Será cruel e nós nos tornaremos “cruéis” junto com ele. Nossa crueldade vai deixar nossos momentos vividos empoeirados em um canto obscuro das nossas mentes.
Já não pensaremos nos “problemas” que nos fizeram evoluir. Nas tempestades em copo d’água que nos trouxeram amadurecimento. E só lembraremos, de vez em quando, do que permanecer.
E talvez, só talvez, realmente esqueceremos muitas coisas. Mas talvez seja mais provável que prefiramos não lembrar.
5.6.11
Um passo atrás
Duro assumir à quem se dissera capaz, que não conseguiria fazer o planejado. Incomodante perceber sua incapacidade de agir do modo mais "cruel". Quando se quer e sabe o que fazer mas o tremor, o peito acelerado e o frio na ponta dos dedos impedem.
É... Sofia sabia bem do que era ou não capaz. Ou pelo menos achava que sabia.
E assim somos a maioria de nós. Sempre achamos que sabemos. Sempre achamos que pensamos ou planejamos do jeito certo. Até não conseguirmos fazer o que julgamos ter capacidade para.
Aí voltamos atrás e somos obrigados a reconhecer nossa fraqueza. Nosso ponto frágil. Pode ser duro, causar uma sensação de impotência ou para a menoria pode ser indiferente.
Frustrar-se consigo mesmo.
Pode não ser tão ruim quanto a decepção com outra pessoa, mas faz alguns tijolos cairem. Desestabiliza e de certa forma você perde a "fé" em si mesmo. Passa a não confiar tanto no seu taco.
Mas passa. Passa e nem percebemos muito bem o quanto demora. E voltamos a achar que somos capazes de tomar as atitudes julgadas certas mesmo em momentos complicados...
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Me desculpo mais uma vez pela ausência?
Ok. Até eu cansei de mim mesma com essas desculpas.
4.4.11
Quem nunca teve ou terá?!
Às vezes a gente pensa que tudo seria mais fácil e leve se as pessoas não esperassem nada de você, se as expectativas delas fossem sempre baixas em relação a ti, se parecesse tão despreocupado com a vida, que qualquer coisa que fizesse fosse motivo de admiração.
Mas não é assim quando a sua vida inteira você sempre quis fazer do jeito certo, o seu melhor, o que todo mundo sempre achou que era algo nato seu (e por vezes você também)... Ou até mesmo quando a vida toda tudo parecia tão fácil!
Aí então chega um momento onde você deveria se esforçar o máximo porque o obstáculo é grande, onde você deve decidir a sua vida. Mas você não aguenta mais. Não tem mais ânimo para dar o seu melhor, todo o seu esforço.
E todo mundo esquece o quão bom você foi até ali. Só querem saber do quão suficientemente bom você ainda pode ser e quanto ainda pode dar de si para superar o tal obstáculo.
Bate um desespero, misturado com ansiedade, medo, vontade de jogar tudo para o alto... Mas as coisas não são tão simples assim. Porque há um outro lado de você mesmo que tem consciência e concorda com tudo o que eles dizem. Só que esse lado parece tão fraquinho, coitado...
16.12.10
Devia chamar abstinência
Os pais deviam ter saido de casa, e provavelmente estavam em algum lugar onde não podiam atender ao celular. Lhe restava terminar o domingo assim... Esperando no ponto, em companhia de um travesti. Ela estava de vestido florido, ele de short jeans minúsculo e agarrado que o incomodava no andar. Maristela tapava a brisa com um sueter azul claro, ele com uma justa e curta blusa de malha acompanhada de uma jaqueta também jeans. Seus cabelos eram longos, naturalmente lisos e negros, os dele curtos, com manchas louras, um enrolado indefinido...
Uma luz despontou no começo da rua e o travesti veio na direção de onde ela estava:
- Ai! Que ônibos demorado!
A seta piscou anunciando que ia dobrar à esquerda:
- Aaah! Não acredito! Ainda não é esse?!
- Acho que não.
Maristela sentiu-se sem cultura, estava ali, ao lado de um tipo de criatura entre as que mais sofrem preconceito no mundo, alguém que provavelmente já tinha vivido o dobro de sua vida, um homem (ou mulher, como desejar) que não tinha o que perder para a vida.
Era daquilo que precisava, VIVER. Só assim sua vida passaria a significar algo para alguém, para o mundo. Não se tratava de repetir o que aquele travesti fizera. Tratava-se saber o que queria, definir seu futuro e esforçar-se para que se tornassem realidade todos os seus sonhos. Não foi sentado, esperando o dinheiro dos pais que Marcos Pontes chegou à Estação Espacial, que Carol Castro havia se tornado uma excelente atriz, que Edson Celularia tinha conquistado o Brasil através da Globo.
Ainda caiam aquelas gotas quando o taxi deixou a jovem no portão do condomínio.
Ela correu pelas vielas até chegar em casa. Liberou rapidamente as portas e sentou-se na frente do computador. Abriu um arquivo de texto e começou a teclar tudo aquilo que a sua mudança de mundo, pelo menos por um dia, tinha lhe proporcionado aprender e observar. Não poderia variar sua inspiração em um momento de ideias saturadas se não tivesse ido entregar seus velhos brinquedos naquela instituição de caridade em plena favela.
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Olá, olá, olá pessoas!
Estou aqui graças à cozinha. Minha mãe me mandou para lá e eu voltei com a ideia desse texto.
Tenho mais uma coisinha para compartilhar com vocês: criei um Flickr . Algo que eu gosto de fazer de um jeito que me dá menos trabalho do que o blog, porém, não mais prazer!
Espero que gostem!
2.12.10
Ocorrência
Esse mundo tem me consumido, me deixado com preguiça de fazer qualquer coisa que me consuma neurônios. E tinha que afetar bem isso, essa parte fina do ser humano, o lado belo, a maravilhosa capacidade de pensar e chegar a conclusões que nenhuma outra pessoa pode chegar por você. Decisões e pensamentos unicamente seus, criados e cultivados por ti.
Queria eu voltar, e deixar todos aqueles textos que imaginei quando tinha tempo de sobra para escrever, bem guardados só para eu vir até aqui e deixá-los registrados na esperança de que um dia estudassem sobre mim, sobre meus escritos, mesmo que chegassem a conclusões errôneas, afinal, você acha mesmo que todos aqueles poetas pensavam mesmo em todas aquelas mirabolâncias?
Mais um último mês se aproxima, e eu espero confiante, ser mais organizada nesse ano que há de chegar, para dar a mim mesma o prazer de fazer o que gosto, tendo trabalho para que VOCÊS gostem.
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Não, não é ataque! Só saudade.
Prometo parar de prometer sobre o "Verdades convenientes", e Mariana, fiquei realmente muito feliz de você ter percebido minha ausência, mesmo sem eu ter aparecido no teu blog! Saudades de lá.
12.9.10
Eita mundo bão!
Riem. Riem felizinhas, achando que o mundo, a escola, as coisas são só mais umas chatisses que elas têm que enfrentar de segunda a sexta e devem ignorar no final de semana colorido delas.
Sim, eu tento me empenhar em fazer as coisas para além de mim. Mas cansa, cansa a beleza, a cabeça, os ossos, a pele.
Não que eu tenha desistido. Só que desanima ver que as pessoas que farão o seu futuro pouco se importam para ele e que se importam menos ainda para o seu discurso reformado e transfigurador de realidade. Porque afinal, as coisas são muito mais fáceis do jeito que estão, sem o sacrifício de se empenhar por algo que parece tão distante, por alguma coisa que os pais já montaram e moldaram os filhos para se adaptar.
Escrevo agora em um verdadeiro momento de raiva com a minha geração. Será que é tão difícil assim se preparar para o que der e vier? Escrevo sem narrador, sem eu lírico. Neste momento sou eu mesma, Joyce, falando sobre o tipo de jovens adolescentes que eu convivo, que eu sou de certa forma obrigada a aturar sem ter espaço para lhes aconselhar... Afinal, quem sou eu mesmo, só uma mocinha realista e anormal.
É. Sou mesmo anormal! E muito obrigada pelo elogio.
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Esse ainda não é o meu texto sobre verdades conveniente. Volto daqui uns dias para postá-lo.
14.7.10
Political Seduction
2.5.10
I think, only about me
Passei a não acreditar mais nele quando os poetas me disseram que o amor era sonho, utopia e sorrisos mil. Eu já tinha parado de sonhar para simplesmente pensar. Deixei de sentir e me contento agora em apenas raciocinar, utilizar-me deste privilégio humano e ser racional, por vezes até em demasia.
Talvez o tempo, melhor amigo dos cheios de dúvidas, traga-me em algum futuro remoto as respostas de todas as explicações que anseio, as definições que nunca encontrei.
Não posso compreender-te, nem imaginar o que pensas... Só procurar por um momento, nessa ferrovia, onde encontrarei o trem da salvação, que me vai me salvar das minhas angústias.
Eles criaram essa teoria da conspiração e invadiram minha vida medíocre com essas palavras fofas e redondas. E eu, drasticamente as enquadrei numa cela
Pode parecer estranho me ver assim tão introspectiva. Saiba também que o que me consome, boa parte do dia e também das noites de insônia, são essas introspecções. Talvez, algum dia alguém as encontre num papel amarelecido pelo tempo e tire conclusões equivocadas sobre o que um dia fui eu.
9.4.10
Tomo agora esse veneno
11.3.10
Relato de um apaixonado
7.3.10
Prenda-me quando quiser
22.2.10
Um pouco de realidade
Há alguns dias eu estava sentada atras de uma garotinha na igreja e ela, muitos sorrisos depois, por minha parte, resolveu conversar um pouco comigo:
- Posso te contar um segredo?
- Pode!
- Mais tarde eu vou comer chocolate! - susurrando no meu ouvido.
- Hum!! Que delícia, heim?!
Ela se virou para frente e continuou saracuteando, para o desespero da mãe.
Foi então que me veio um pensamento. "Crianças são tão puras!"
Uma doce inocência que nós vamos perdento com o passar dos anos e vamos nos poluindo com conhecimento negativo.
Lembro-me que tinha minhas desavenças com a melhor amiga, mas no dia seguinte sempre falava com ela, como se nada houvesse acontecido. Provavelmente também contava segredos assim, aos quatro ventos. E ainda hoje não tenho segredos... Nem para amigos, nem para os colegas, nem para meus pais.
As coisas se tornam mais fáceis quando não precisamos ocultar algo que pulsa dentro de nós.
E sendo assim infantilmente inocente, eu imagino que nós seríamos muito mais humanos.
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Finalmente um pouco de verdade verdadeira nesse blog!!
17.2.10
Outono da Saudade
Rua abaixo descíamos com o vento chicoteando os nossos rostos com nossos cabelos, e espremíamos os olhos para não entrar ciscos. Com sorrisos largos esbanjávamos gargalhadas e os carros passavam ao nosso lado observando o prazer que sentíamos em dividir uma bicicleta.
Parecia um pouco incomum a garota pedalando e o menino apoiado sobre a roda traseira e suas mãos sobre os ombros dela. Enquanto escorregávamos a pressão dos seus dedos aumentavam, e a adrenalina corria solta por nossas veias, em uma louca aventura juvenil!
Naquela cena invertida não nos preocupávamos com freio, viaduto, automóveis ou pedestres. Só pedalávamos à toda velocidade, com uma trilha sonora de rock soando em nossos ouvidos.
Quando alcançamos o fim do viaduto, olhamo-nos nos olhos, com aquela facilidade infantil em ser sincero, e rimos sem saber por quê.
Alguns conhecidos talvez estivessem passando por ali naquele fim de tarde alaranjado de outono quando, segurando cada um de um lado do guidão, subimos a ladeira caminhando lentamente. Lá em cima, as mães esperavam preparando a janta, o banho, as roupas e mais tarde a cama.
Crianças pré-adolescentes, jovens bebês. E hoje somos dois adolescentes ocupados cada um com seu curso de desenho, escola em período integral, curso de línguas aos sábados, encontro com os avós nem tão dispostos assim...
Só que o importante é estar aqui. Não nesse quadrado onde escrevo esse texto, no meu coração, ou mais do que isso, nos nossos cérebros.
E éramos duas crianças de doze anos, ouvindo músicas coloridas, comendo balas dançantes e dançando doces melodias. Em um bailado de bike, video game, pc, iPhones e iPod's.
Derreteu-se nosso tempo, nossa amizade desandou, as ideias criativas saíram da fôrma.
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Ciao! Como estão?
Gente, estou muito feliz com o crescimento do blog que ultimamente tem ganhado bons seguidores!
Peço-lhes que não se limitem só a elogiar e tal. Dê uns toques bacanas, em coisas que eu possa melhorar, porque vocês merecem bons textos!
Obrigada pelas visitas e aos mais antigos aqui, dêem uma olhada nos blogs dos novos seguidores e vice-versa!
Beijo grande!
10.2.10
Racionais e imorais
Podemos ser assim ou assado, calmos ou afobados, fortes ou raquíticos, bons leitores ou bons escritores.
Corremos em meio a outros tantos como nós, e desconhecidos por nós. Trabalhamos e estudamos em meio a bilhões de pessoas, em um mesmo mundo de 510 milhões de km². Estamos na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Tentamos chegar à outros planetas, alcançamos a Lua, queremos saber de onde viemos, para onde vamos e quem somos. Inventamos a Internet, o computador, o carro movido a álcool, gasolina, energia elétrica... Compomos sonatas, rock's e funk's.
Somos uma única raça em um só planeta. Com uma única certeza: um dia, todos morreremos.
Temos olhos puxados, cabelos loiros ou pretos chapados, olhos verdes, pele negra, bumbum avantajado, comemos sururu, Mc Donald's, sushi, linguiça, Habib's, pizza, sorvete e mortadela de búfala. Amamos, rimos, choramos, sentimos, pensamos, sofremos, aprendemos e vivemos.
Dominamos as demais espécies e crescemos. Querendo ou não, de uma forma ou de outra, juntos.
Mas matamos, estupramos, roubamos, brigamos, atropelamos, batemos e prejudicamos.
E tudo, sem parar para pensar que somos só humanos. Porque no final das contas, somos um átomo na baleia azul e um planeta no Universo.
Versão de 28/01/10
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Desculpem-me se mesmo com as postagens atualizadas eu não estou visitando o blog de vocês... Estou deixando posts progamados, então eu posto sem vir aqui!
Quando tiver mais um tempinho... Dá-lhe comentários!
27.1.10
The fear lonely
Escorre sono dos meus olhos mas eu não temo o perigo, mesmo que esse perigo me perfure o peito e faça-o despedaçar como barro secando ao Sol.
Você continua na minha lista dos favoritos. Aquela repleta de pessoas que eu não converso muito. Continuo e até imaginando que eu talvez não esteja em lista nenhuma. Como aquela que não cheira nem fede, não é assim que diz a sabedoria popular?
Meu medo está para trás, pisoteado pelas bailarinas que vão á frente.
Como num passe de mágica você surge ao meu lado, reluzente de olhar confiante. Pega-me pela mão que solta as baquetas. Seguimos em linha reta, em direção ao pôr-do-sol mais belo que já tive o prazer de presenciar. Se eu estivesse pensando, naquele momento, ia imaginar que até o ridículo se faz belo quando temos com quem apreciar!
Borboletas rodeiam-nos. O penhasco não me assusta. Quando me aproximo de você... Sua imagem se dissolve feito açúcar na água. Mais uma miragem em meio aos meus longos devaneios.
Sonhos meus, distantes que estão, derramando sobre a mesa gotas espessas. E eu queria apenas, alguém que percebesse que eu tenho sorrisos diferentes em cada situação.
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Queridos seguidores, há quanto tempo não escrevia aqui?! Hehehe! Se for ver, nem tanto assim, mas o suficiente para me dar saudades desse lugar, que não existe e que ao mesmo tempo pode estar em qualquer lugar do mundo.
Foto: Inês Palma "Trata-se do Pôr-do-Sol no Pólo Norte em que a Lua está no seu ponto mais próximo da Terra" retirada de Giographicae
13.1.10
Cadência magia
Os solados escorregam levemente pelo chão de madeira encerada enquanto você abotoa meu tronco em seus braços tensos. Lá fora cai a neve, enquanto aqui não precisamos de uma fogueira nem de algo parecido!
A cadência dos nossos corações nos aquece a face e faz enrubecer a pele maciça de suas pernas ágeis.
Cadeiras afastadas, luzes sobre os bailarinos, músicos a postos e instrumentos sendo explorados.
Os fios de cabelo misturam-se ao suor da testa lisa. E dentro deste cérebro nada mais se passa. Concentramo-nos apenas nos movimentos que nos fazem voar baixo pela pista.
Impossível descrever com precisão o que se passa em nossas veias enquanto elas são lavadas pelos membros de um lado ao outro, recheadas de adrenalina recém produzida.
A incapacidade ao escrever mas não em sentir intensamente o quadril se remexendo de lá para cá. Para frente e para trás. Ruflam os tambores e a dança continua.
A platéia, antes boquiaberta toma a pista e juntos levamo-nos ao delírio com tantos sons, movimentos e olhares numa única noite.
Depois de uma tarde de ensaios numa cidade argentina, iluminada por tochas...
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Devo comunicar que quando se trata de escrever sobre coisas intensas demais, prefiro as frases curtas, enquanto descrevo as coisas e partes, às vezes pulando algumas.
Espero que gostem e deixem seus valiosos comentários!
